Educação - undefined·27 de setembro de 2018

Mais de 16% dos alunos de engenharia da Universidade Federal do Maranhão abandonaram a graduação nos últimos seis anos

<p>Desist&ecirc;ncias apontam necessidade de moderniza&ccedil;&atilde;o no ensino de engenharia</p>

Por Agência do Rádio
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No Brasil, a cada 175 alunos que ingressam nos cursos superiores de engenharia, apenas 95 concluem. De acordo com o Censo da Educação Superior, no estado do Maranhão, mais de 5,5 mil alunos ingressaram em cursos de engenharia, em 2017. Em contrapartida, mais de 6.200 desistiram da graduação e trocaram de curso, trancaram a matrícula ou se desvincularam da universidade.

Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), de 2.880 alunos que ingressaram em algum dos cursos de engenharia, nos últimos seis anos, 16,6% abandonaram a universidade. Segundo o coordenador do primeiro ciclo dos cursos de engenharia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), José Renato de Oliveira, a maior parte dos alunos que ingressam nas graduações de engenharia não estão capacitados para as disciplinas básicas do curso, como física, química e cálculos em geral.

“É histórico nos cursos de ciências exatas que haja uma evasão muito grande, sobretudo pela grande deficiência do ingressante nas disciplinas voltadas para cálculos. Muitos dos nossos alunos têm vontade, têm o desejo, mas não são capacitados suficientemente para acompanhar o nível do ensino superior, mesmo nos primeiros anos da universidade.”

Para a diretora de Inovação da CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, o alto índice de desistência mostra a fragilidade e a necessidade da modernização do ensino de engenharia, que, segundo ela, ainda segue o modelo idealizado há mais de 30 anos.

“O mundo está mudando muito rapidamente e a gente precisa preparar os nossos profissionais, os nossos engenheiros, para enfrentar esses desafios que já estão colocados aqui. Se a gente não tiver engenheiros preparados para os impactos dessa revolução digital, a gente não vai conseguir ser um país competitivo e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

A CNI encaminhou aos candidatos à presidência da República, propostas para a atualização do currículo dos cursos de engenharia. A modernização das diretrizes curriculares e metodologias, aprimoramento do sistema de avaliação e a valorização do trabalho dos docentes estão entre as principais propostas da indústria para o Brasil crescer.

Reportagem, Aline Dias
 

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