Economia - undefined·30 de setembro de 2018

Mais de 14,4 mil estudantes abandonaram cursos de engenharia na Região Norte, em 2017

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Quase 2,5 mil estudantes desistiram da engenharia no Amazonas e 4,1 mil trancaram matr&iacute;culas no Par&aacute;, em 2017. Tocantins &eacute; destaque positivo</font></em><font size="4" face="Times New Roman"> </font></p>

Por Agência do Rádio
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O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo na região Norte do país. Dados do Instituto Nacional de Estudos e

Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que mais de 60,3 mil estudantes fizeram matrículas em 272 cursos de engenharias, nos sete estados da região.

Destes, apenas pouco mais de 15,5 mil ingressaram nas faculdades. Além disso, mais de 8,8 mil matrículas foram trancadas e 5,6 mil alunos desistiram dos estudos antes da formatura. Os formandos em engenharia na região foram pouco mais de 5,1 mil.

Para o especialista em Engenharia da Universidade Federal do Pará, Newton Soeiro, os estados da região Norte precisam incentivar o jovem para as engenharias e tonar os cursos mais atrativos, como forma de diminuir a evasão. Ele explica que as engenharias são profissões fundamentais para o crescimento dos estados.

“Todas as engenharias, elas se ‘interfaceiam’ entre si nessas ligações de conhecimentos que levam ao desenvolvimento. Quando todos os conhecimentos da área de engenharia se unem, se tornam fortes, e é essa fortaleza que faz com que o país se desenvolva.”

O estado do Tocantins foi o único da região Norte que registrou saldo positivo na relação entre formandos e desistentes, nos cursos de engenharia. Os estudantes tocantinenses, que concluíram a faculdade, foram 749 contra 334 matrículas trancadas, no ano passado.

Os demais estados da região tiveram desempenho inverso, ou seja, registraram mais alunos desistentes nos cursos de engenharia do que formandos. No Amazonas, quase 2,5 mil estudantes desistiram da engenharia enquanto pouco mais 1,3 mil se graduaram. No estado do Pará, mais de 4,1 mil ingressos da engenharia trancaram matrículas, em 2017.

A baixa formação de engenheiros no Norte do país, como revela os dados do INEP, pode comprometer o crescimento econômico dos estados e o futuro científico nas universidades, como ressalta a diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, Gianna Sagazio.

“Então, o indicador similar para o número de doutores de engenharia, ele também mostra a fragilidade da posição do Brasil em relação aos outros países no mundo, num contexto internacional. A gente tem de 4 a 6 vezes menos doutores em engenharia do que nos países europeus e cerca de um terço do registrado nos Estados Unidos”.

A CNI elaborou o estudo “Ensino de engenharias: fortalecimento e modernização”, que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, nas Eleições de 2018.

O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.

Reportagem, Cristiano Carlos

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