Economia - undefined·28 de setembro de 2018

Mais de 1,1 mil estudantes abandonaram cursos de engenharia no Amapá em 2017

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Se a gente n&atilde;o tiver engenheiros, n&atilde;o vamos conseguir ser um pa&iacute;s competitivo, alerta Diretora de Inova&ccedil;&atilde;o da CNI</font></em></p>

Por Agência do Rádio
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O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo no Pará por conta da alta taxa de abandono da graduação superior.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que dois mil e novecentos alunos fizeram matrículas em 16 cursos de engenharias oferecidos por instituições públicas e particulares de ensino superior no Amapá, no ano passado.

Deste total, apenas pouco mais de mil e duzentos alunos amapaenses ingressaram nos cursos e mil e cem desistiram da graduação antes da formatura. Os alunos formandos foram apenas 99.

Para a especialista em Engenharia da Universidade Federal do Amapá, Cristina Badini, a baixa qualidade do Ensino Médio, em especial nas ciências exatas, como matemática e física, contribui para a evasão nos cursos superiores de engenharia.

“O aluno que quer ser engenheiro se depara com muita matemática e muita física e, às vezes, isso desestimula. A partir do quinto, sexto período, onde já entram as matérias mais profissionalizantes, muitos já desistiram.”

De acordo com projeção do Instituto de Pesquisas Aplicadas, o IPEA, o mercado de trabalho paraense deve ter cerca quatrocentos engenheiros – mas apenas em 2023.

O crescimento econômico e a garantia do pleno emprego dependem diretamente da quantidade e da qualidade dos engenheiros do estado, como lembra a diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Gianna Sagazio.

“Não cabe mais a gente continuar com o ensino de engenharia nas universidades da forma como era dado há 30, 40 anos. Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos, que nós já estamos vivendo, dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

A CNI elaborou o estudo “Ensino de engenharia: fortalecimento e modernização”. que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, para as Eleições de 2018.

O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.

Reportagem, Cristiano Carlos

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