Brasil - undefined·16 de janeiro de 2018

Maia quer mais envolvimento de governadores para aprovar Previdência

<p>Presidente da C&acirc;mara participa de encontros com autoridades, pol&iacute;ticos e empres&aacute;rios nos EUA e no M&eacute;xico.</p>

Por Agência do Rádio
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Por Marquezan Araújo

Rodrigo Maia

Durante viagem oficial aos Estados Unidos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), defendeu um envolvimento maior dos governadores na definição da agenda das reformas. À Rádio Nacional, Maia deu destaque à reforma da Previdência e afirmou que o governo continua na busca pelos votos necessários para aprovação da matéria.

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“O governo precisa reconstituir a base. Na ordem de 320 deputados. O governo deve ter, na base, algo em torno de 250, 260 deputados. Tem que recuperar para 330 para trabalhar os 308 votos”, disse o presidente da Câmara, que ainda deve se encontrar com autoridades, políticos e empresários no México.

Rodrigo Maia ainda ressaltou que o governo precisa ter mais articulação se quiser aprovar a reforma da Previdência. “A gente sabe que uma reforma da Previdência precisa do comando do governo. Não tem como se aprovar uma reforma da Previdência se o governo não tiver uma base organizada”, comentou.

A votação do texto da reforma está agendada para o dia 19 de fevereiro. Entre as sugestões de mudanças nas regras para se aposentar, está a que trata da idade mínimia. De acordo com a matéria, as mulheres receberiam o benefício aos 62 anos de idade. Já os homens, aos 65.

Para o economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, atualmente, os brasileiros se aposentam muito cedo. “Você tem pessoas que estão se aposentando muito cedo. No mundo inteiro já se prova, através de experiências que esse não é um fator a ser desprezado para o equilíbrio das contas. Então eu colocaria a idade mínima em alguma ordem de prioridades da reforma da Previdência”, avaliou. Por isso, na visão do especialista, estabelecer uma idade mínima para ter acesso ao benefício é essencial para o equilíbrio das contas públicas.

Déficit Previdenciário

Projeções do Tesouro Nacional apontam que o rombo no setor previdenciário pode ter chegado a R$ 181,6 bilhões, no ano passado. Em 2016, o déficit R$ chegou a 149,73 bilhões, prejuízo 74,5% maior do que o registrado em 2015.
 

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