Economia - undefined·18 de dezembro de 2017

Maia diz que governo vai continuar em busca de votos para Previdência

<p>A expectativa &eacute; de que a discuss&atilde;o da reforma seja retomada no dia 5 de fevereiro e votada no dia 19 do mesmo m&ecirc;s.</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Por Marquezan Araújo

Reforma da PrevidênciaApós muitas tentativas do governo de votar a reforma da Previdência ao longo de 2017, a decisão final sobre as mudanças nas regras para se aposentar vai ficar para o ano que vem. O anúncio foi feito na última quinta-feira (14) pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ).

ÁUDIO: Acesse esta matéria na versão para rádio

MAIS: Confira outros destaques sobre reforma da Previdência 

De acordo com o congressista, a base aliada do governo vai aproveitar esse tempo para tentar conseguir apoio do Congresso, sobretudo de partidos e parlamentares indecisos sobre a questão. “O que nós precisamos é de agora até fevereiro continuar trabalhando. Como eu disse, a rejeição à reforma já diminuiu muito”, afirmou. Algumas agências que avaliam a credibilidade do País, como a Moody’s e a Fitch se posicionaram contra o adiamento da reforma, alegando que o Brasil vai ter dificuldade de controlar os gastos públicos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que vai conversar com as agências de risco para tentar evitar que a nota brasileira diminua. “Existe uma possibilidade concreta de votação no ano que vem. Portanto essa será uma informação importante para as agências e com isso tentaremos evitar o tal rombo.”

A expectativa é de que a discussão da reforma seja retomada no dia 5 de fevereiro e votada no dia 19 do mesmo mês. Para o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE-FGV) Fernando de Holanda Filho, esse é um assunto que não pode mais ser adiado.

“Eu acho que a gente está perdendo tempo não discutindo, estamos perdendo tempo não aprovando. Você tem condições muito frouxas de concessão. São vários pontos não sustentáveis ao longo do tempo que precisam ser revistos”, avaliou Holanda Filho.

A economista chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, afirma que existe um déficit na Previdência e que, por esse motivo, a reforma tem que ser feita o quanto antes. “A urgência é máxima, porque as contas previdenciárias estão aumentando o déficit em uma velocidade muito alta. No Brasil, os investimentos só caem, não tem dinheiro para in vestir em Educação e Saúde”, comentou.

De acordo com projeções do Tesouro Nacional, este ano, o rombo no Regime Geral da Previdência Social (RGPS) pode chegar a R$ 181,6 bilhões. No ano passado, o prejuízo registrado foi de R$ 149,73 bilhões. O valor é 74,5% maior do que os R$ 85,81 bilhões, notados em 2015.

#aposentadoria

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page