Internacional - undefined·10 de janeiro de 2019

Maduro toma posse, mas comunidade internacional contesta legitimidade

<p>De acordo com Maduro, a Venezuela est&aacute; no &quot;centro de uma guerra mundial&quot;, que, segundo ele, &eacute; travada por &quot;governos sat&eacute;lites dos Estados Unidos&quot;</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:03:22

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Nicolás Maduro, de 56 anos, tomou posse nesta quinta-feira (10) para seu segundo mandato à frente da República Bolivariana da Venezuela. O ditador prestou juramento em cerimônia no Tribunal Supremo de Justiça do país, uma vez que a Assembleia Nacional, correspondente ao nosso Congresso Nacional, não reconhece a legitimidade da eleição que manteve o chavista no poder por mais 6 anos.

As polêmicas em torno do novo mandato começaram em 2015, quando Maduro destituiu o Parlamento, eleito no mesmo ano e que seria controlado pela oposição. O ditador, então, convocou uma Assembleia Constituinte, de maioria chavista, e adiantou as eleições presidenciais, realizadas em maio do ano passado. Maduro saiu vitorioso.

Porém, a maioria das lideranças da oposição não tiveram a chance de participar do pleito por estarem presas ou exiladas. Outros ainda foram proibidos de disputar cargos, após serem declarados inelegíveis.

Por conta disso, a maior parte da comunidade internacional classifica o novo mandato de Maduro como ilegítimo.

No discurso desta quinta, feito logo após prestar juramento, o ditador vestindo a faixa presidencial, teceu críticas a opositores venezuelanos e internacionais, inclusive ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que chamou de “fascista”.

De acordo com Maduro, a Venezuela está no "centro de uma guerra mundial", que, segundo ele, é travada por "governos satélites dos Estados Unidos".

“A Venezuela é o centro de uma guerra mundial do imperialismo norte-americano e seus governos satélites. Eles tentaram converter uma posse formal, protocolar, legal, constitucional, pacifica em uma guerra mundial contra nosso país”.

Entre as nações que não reconhecem como legitimo o novo mandato chavista estão as participantes do denominado “Grupo de Lima”, que reúne países do continente americano, como Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. O México, que é integrante, foi o único a não se manifestar e manteve-se neutro.

Além do “Grupo de Lima”, a Organização dos Estados Americanos (OEA) declarou nesta quinta que também não reconhece a legitimidade do novo mandato de Nicolás Maduro na Venezuela. A resolução foi aprovada com 19 votos a favor, seis contrários, oito abstenções e uma ausência

A União Europeia é outro organismo multilateral que defende a realização de novas eleições no país, agora, de modo democrático.

A Venezuela vive a pior crise econômica e social da história. Grande parte da população não consegue adquirir produtos básicos e, em alguns lugares, as pessoas precisam comprar carne estragada para consumir. A falta de remédios em hospitais alcança 88% das instituições do país.

A situação causou uma grave crise migratória. De acordo com agências da ONU, cerca de três milhões de venezuelanos vivem no exterior. Destes, mais de 2 milhões deixaram o país a partir de 2015.

O Brasil está entre os principais destinos. Segundo a ONU, existem cerca de 88 mil venezuelanos no Brasil. A organização estima que este número deve dobrar em 2019, chegando a quase 200 mil pessoas.

Reportagem, João Paulo Machado

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page