Em 2017, Macapá registrou redução no número de notificações de pessoas infectadas pelo mosquito. De acordo com o coordenador de Programa Municipal de Combate à Dengue, Kilder Vidal, no ano passado, 2.135 casos de Dengue foram notificados. Este ano, o número caiu para 556. Em relação à Chikungunya, 910 notificações aconteceram em 2016 e este ano, 236. Zika também apresentou queda. Foram notificados 930 casos no ano passado e 60 em 2017. O coordenador afirma que a participação da comunidade é fundamental para ajudar no combate aos focos. Com o início do período chuvoso, a atenção deve ser redobrada, pois aumenta o número de mosquitos.
“Como a gente sabe, o próprio morador, ele é responsável pela higiene pessoal, pela higiene do imóvel. Então, a gente estabelece, pelo menos, que esse morador vá, durante a semana, ele vá fazer uma visita no seu quintal. Dar uma verificada se tem possível criadouro, como lata, garrafa, garrafas pets, alguns objetos que possam acumular água durante esse período de chuva.”
Há um ano, a comunicóloga Sônia Tavares, de 32 anos, foi diagnosticada com Dengue. A moradora do Bairro São Lázaro, observa que alguns vizinhos ainda não se preocupam com a limpeza do quintal e com o armazenamento adequado do lixo, o que favorece a presença do mosquito e o contato com as doenças transmitidas por ele. Sônia lembra que, por causa da patologia, precisou deixar o trabalho por 15 dias para se recuperar das dores no corpo e da indisposição.
“Os sintomas foram dor de cabeça, dor nas articulações, dor pelo corpo todo, febre, febre alta. Quando você adquire Dengue, você fica impossibilitada de trabalhar por conta da sua condição física, aí eu tive que me afastar.”
O mosquito se reproduz em água limpa e parada. Por isso, é fundamental fiscalizar possíveis criadouros como pneus, garrafas, vasos de flores, caixas d’água e baldes. Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.