Saúde - undefined·28 de dezembro de 2017

LIMOEIRO (PE): Juntos na saúde e na Chikungunya

<p><span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; text-align: justify;">Caro amigo radialista, preparamos um conte&uacute;do a ser divulgado especialmente em Limoeiro, lembrando os moradores sobre a import&acirc;ncia de se combater o mosquito da Dengue. Na reportagem, o coordenador de Vigil&acirc;ncia Ambiental do munic&iacute;pio, M&aacute;rcio Severino, orienta a popula&ccedil;&atilde;o sobre a necessidade da campanha contra a doen&ccedil;a e, para uma maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos moradores, temos o depoimento da dona de casa Eliane Silva, moradora da cidade que j&aacute; contraiu a doen&ccedil;a transmitida pelo Aedes. Esperamos que voc&ecirc; que aproveite esse material e nos ajude a lutar contra o mosquito. Abra&ccedil;os!</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size:12.0pt;&#10;line-height:115%;font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;"><o:p></o:p></span></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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Quando a gente casa, a gente promete ficar ao lado do companheiro na a saúde e na doença, não é mesmo? Pois foi exatamente o que aconteceu com um casal de Limoeiro. A dona de casa, moradora de Cidade Alta, Eliane de Andrade, de 51 anos, conta que, em dezembro de 2015, quando ela e seu marido Márcio Severino, de 58 anos, comemoravam 30 anos de casados, os dois foram infectados pelo vírus da Chikungunya. Sabe o que é pior que pegar esse vírus? Ter um diagnóstico errado. Eliane conta que, em sua primeira visita ao médico, ele não identificou que a paciente estava com o vírus e, por isso, receitou um corticoide para ela. O problema é que Eliane é hipertensa, não poderia tomar essa medicação. Mesmo assim, ela seguiu as instruções do médico e tomou. Resultado: Eliane teve um princípio de infarto. Seu marido também teve complicações. Ele se automedicou no início do tratamento e teve efeitos colaterais. Eliane conta como foi o aparecimento dos primeiros sintomas.

“O primeiro sintoma foi quando eu acordei de manhã. Quando eu coloquei o pé no chão não consegui mais andar. Muita dor nas articulações. Aí comecei a ficar com dor de cabeça, com muita dor no corpo, comecei a ter febre e comecei logo a inchar. Aí fiquei inchada, as mãos e os pés bastante inchados e, dois dias depois, o corpo ficou todo vermelho. Foi muito rápido mesmo. Eu fiquei dezembro, janeiro, fevereiro, março, abril e maio com os sintomas bem fortes, tendo muitas dores, muito inchaço. E aí, depois disso, é que foi diminuindo, diminuindo, e até hoje continua as sequelas.”

Eliane, dois anos depois, ainda sofre com os desdobramentos da doença. Ela agora convive com artrite e dermatite infecciosa. São casos assim que a gente percebe a importância de cada um fazer sua parte para combater essa epidemia. Segundo o Mapa da Dengue, Limoeiro está em alerta de risco de infestação do mosquito e, apesar do número de casos das doenças ter diminuído de 2016 para 2017, os moradores de Limoeiro, Salgadinho, Orobó, Feira Nova e de outras cidades do Médio Capibaribe devem ficar atentos porque, de acordo com o levantamento, o maior perigo de transmissão está dentro de casa. O marido de Eliana, Marcio Severino, é o coordenador da Vigilância Ambiental de Limoeiro. Ele esclarece porque o maior problema está em casa.

“O quintal é o ponto principal. Aquele quintal dos fundos da casa. É lá onde reside o perigo. Pra se ter ideia, em uma cidade de interior como Limoeiro, por exemplo, nenhuma casa, de classe média ou pobre, deixa de ter um depósito no seu quintal pra armazenar água. Me refiro a depósito no solo, no chão,como tonel ou uma caixa d’água no chão. E nas casas mais humildes, mais simples, são inúmeras jarras e tonéis às vezes destampados. E isso é o que causa esse grande problema de saúde publica, porque a gente sabe que são os criadouros dos mosquitos.”

Márcio também destaca que muitos desses reservatórios são feitos de barro e, por isso, não têm vedação correta. São por esses e outros motivos que é fundamental a colaboração de toda a população para que os números de casos dessas doenças continuem diminuindo. Em 2016, Limoeiro teve mais de 1.400 casos confirmados de Dengue. Já em 2017, foram apenas 80 casos suspeitos. Que boa notícia, não é? Junte-se você também a essa causa, vamos vencer essa luta. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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