Saúde - undefined·23 de fevereiro de 2017

LADAINHA (MG): Município tem 27 casos confirmados de febre amarela; população deve se vacinar

Por Agência do Rádio
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TEC./SONORA: Celeste Ribeiro, cuidadora de idosos.

“Eu acho que é importante porque abate mais, não é? A gente fica com medo, e eles ficam avisando e falando que a gente tem que tomar a vacina. E a gente fica com medo, mas abate. Então quando o mosquito chegar e picar a gente, em nome de Jesus, já vai estar abatido o problema.”


LOC.: E Celeste não está preocupada apenas com sua própria saúde. Ela tem quatro filhos que moram em São Paulo e já deixou claro para eles que, no dia que forem visitar a mãe, já precisam ter tomado a vacina contra a doença.


TEC./SONORA:
Celeste Ribeiro, cuidadora de idosos.

“Eu já avisei para eles que se eles vierem aqui para Minas, porque eles estão querendo vir aqui, para eles me avisarem, porque tem que tomar a vacina para vir para cá. Porque ainda está contaminado. Sempre estão falando nas rádios, no jornal... Aí eu falei para eles que, quando eles vierem em Minas, é para tomar a vacina.”

TEC./SONORA: Rodrigo Said, subsecretário de vigilância e proteção à saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

“É importante destacar que a vacina da febre amarela já era uma vacina prevista no calendário nacional. Devido à ocorrência dos casos, houve um ‘boom’, uma procura imediata pela vacinação. Muita gente, inclusive na fila, pode ter as duas doses previstas, e estão procurando por um reforço. É importante destacar que não há necessidade desse reforço a partir do momento em que essa pessoa já tem as duas doses dessa vacina.”

LOC.:
A febre amarela é classificada em silvestre ou urbana. Nos dois casos, o vírus transmitido é o mesmo. A única diferença entre elas é o mosquito que faz a transmissão. No caso da doença urbana, o mesmo mosquito que transmite a Dengue, o Zika e a Chikungunya também pode transmitir a febre amarela. Por isso, além de tomar a vacina, você também deve ter cuidado com acúmulos de água parada para evitar que o mosquito urbano nasça. Apesar de o Brasil não registrar casos de febre amarela urbana desde os anos 40, essa atitude preventiva ajuda a combater outras doenças. É o que lembra o secretário de saúde de Ladainha, Fábio Peres.

TEC./SONORA: Fábio Peres, secretário de saúde de Ladainha (MG).

“Fizemos diversas orientações, quanto à população urbana referente ao cuidado com suas residências, o cuidado com seus quintais e lotes para evitarmos possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Sabendo que ele também pode ser um vetor da febre amarela, se caso, ela viesse a chegar ao meio urbano. Então, toda a população foi orientada quanto à prevenção e proteção em relação a febre amarela."

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