Brasil - undefined·31 de julho de 2018

Justiça de Roraima inicia mutirão para legalizar venezuelanos

Por Agência do Rádio
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Dados da prefeitura de Boa Vista indicam que há 25 mil imigrantes venezuelanos vivendo na capital, grande parte deles em abrigos organizados pelo Exército e pela Organização das Nações Unidas. A partir desta segunda-feira,30, o Judiciário local começará a atuar de forma sistematizada em mutirões itinerantes para legalizar e documentar todos os estrangeiros da região.
 
 
Pelos 800 quilômetros que separam a fronteira do Brasil da cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima, centenas de imigrantes venezuelanos caminham dia e noite. Em junho, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) firmou acordo de cooperação judicial com o alto comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em que se comprometeu  a prestar atendimento judicial itinerante à população de refugiados venezuelanos que se encontra no Estado.
 
 
O acordo permite, inclusive, que toda a documentação do processo seja em espanhol, assim como a língua a ser utilizada durante as audiências. A participação de magistrados na Justiça Itinerante, uma política incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é regulamentada pelo Provimento n. 20/2012 da Corregedoria Nacional de Justiça.  Conforme dados divulgados pela Polícia Federal em Roraima, a maioria dos venezuelanos que migram para Roraima é de Caracas, capital do país. Mais de 58% são homens e jovens entre 22 e 25 anos. A maior parte deles são estudantes (17,93%), seguidos por engenheiros (6,21%), médicos (4,83%) e economistas (7,83%). As pessoas chegam em Roraima sem status regular de imigração ou com visto de turista. Depois do primeiro mês, 77% das pessoas estão regularizadas como solicitante de refúgio ou de residência.

Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.

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