REPÓRTER: O Brasil ainda está em festa pela vitória de Rafaela Silva. Além de conquistar o primeiro ouro do país nos Jogos Rio 2016, a judoca de 24 anos de idade é também um exemplo de superação. Nascida na comunidade Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, Rafaela lutou muito, literalmente, para chegar aonde chegou. Em Londres 2012, ela foi eliminada em combate e sofreu muitas críticas pela derrota, incluindo ataques racistas em redes sociais. Por causa disso, Rafaela até pensou em desistir do esporte, mas seguiu em frente, sempre amparada por Geraldo Bernardes.
Veterano no judô, o treinador conheceu Rafaela quando ela tinha apenas oito anos de idade. E logo viu que a menina levava jeito para o esporte. Como diz Geraldo, Rafaela era um diamante bruto, que precisava apenas ser lapidado. Dezesseis anos depois, Geraldo viu sua pupila subir ao lugar mais alto do pódio. Em casa, com o país todo torcendo por ela. Geraldo relembra como essa história começou.
SONORA: Geraldo Bernardes, mestre de judô
“Eu falei: um dia eu vou botar vocês na seleção brasileira. Com o know-how que eu tinha, porque tinha ido, já, a algumas Olimpíadas. Eu tinha esse know-how para falar isso. Eu falei: às vezes eu tinha um diamante bruto, ali. E foi o que aconteceu. Primeiro a Raquel, a irmã, chegou à seleção brasileira. Depois ela [Rafaela] foi chegando. Ela se tornou campeã pan-americana, campeã mundial júnior, campeã mundial sênior. E agora culminou com campeã olímpica.
REPÓRTER: Para conquistar o ouro, Rafaela Silva precisou enfrentar quatro lutas ao longo do dia, além da final contra a lutadora da Mongólia Sumiya Dorjsuren.A emoção de ver Rafaela Silva erguer o primeiro ouro do Brasil na Rio 2016 vai ficar gravada para sempre na história dos Jogos Olímpicos.
Com a colaboração de Bruna Goularte, reportagem, Isadora Grespan