Nesta quinta-feira, 15, em sessão plenária, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, manifestou, pesar pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Pedro Gomes, assassinados a tiros na noite de quarta-feira, 14, no centro da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com a ministra Cármen Lúcia, o crime do qual foi vitima a vereadora foi de forma crua, perversa e cruel, e faz com que todos tenham que ter muita força para continuar a acreditar num marco de humanidade do período que estamos vivendo. A presidente do Supremo Tribunal Federal, ressaltou ainda que, se há algo que é democrático, no pior sentido, é o preconceito contra as mulheres. A ministra evidenciou a luta da vereadora pela Justiça e a igualdade. Outros ministros presentes à sessão também fizeram questão de demonstrar indignação em razão do assassinato da vereadora. O ministro Edson Fachin manifestou o desejo de que o silêncio eloquente, coerente com a função jurisdicional, “seja audível contra todas as formas de violência”. Para o ministro Alexandre de Moraes, a vereadora foi alvo de toda série de discriminações e tornou-se vítima da mais cruel e covarde delas, “que é a eliminação física”. O ministro Gilmar Mendes lembrou que somente 8% dos homicídios ocorridos no Brasil são de fato solucionados. “Esses episódios se repetem, e temos que pensar nesse tipo de questão”, falou o ministro referindo-se ao assassinato da vereadora Marielle Franco.
Com informações do STF, reportagem, Storni Jr.