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REPÓRTER: Na cidade de Maceió, Alagoas, cerca de mil juízes de todo o país estiveram reunidos no XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados. Ministros do Supremo Tribunal Federal participaram do encontro onde foi abordado, entre alguns temas, o enfrentamento a corrupção. O ministro Luiz Barroso criticou a cultura da impunidade e desigualdade que protege os mais ricos.
SONORA: Ministro Luiz Barroso.
"Pessoas que desviaram milhões e mantém suas contas no exterior e são libertadas a granel. Liberações que expõem e desprestigiam os juízes de primeiro grau. Que correm os riscos que enfrentam essa cultura de desigualdade que sempre protegeu os mais ricos, essa cultura de compadrio e as pessoas que ousam corajosamente romper com esse circulo vicioso da historia brasileira, são frequentemente desautorizadas , quando não humilhadas, por decisões judiciais de tribunais mais elevados".
REPÓRTER: O ministro Luiz Barroso também destacou importantes decisões da justiça, entre elas, a Lei Maria da Penha e os feitos para as uniões estáveis homoafetivas.
SONORA: Ministro Luiz Barroso.
"Olhando para o papel do Supremo Tribunal Federal,. verificou-se a validação da Lei Maria da Penha, que é uma importante proteção contra a violência domestica.Nós obtivemos nos últimos tempos reconhecimento das uniões estáveis homoafetivas, na sequencia, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O papel do estado não é escolher um lado, o papel do estado é assegurar que cada um possa viver sua convicção".
REPÓRTER: O XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, que teve como tema central “A politização do Judiciário ou a judicialização da política?” ocorreu entre os dias 24 e 26 e contou e a presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, os ministros Dias Dias Toffoli, ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro e o ministro Humberto Martins, ambos do Superior Tribunal de Justiça, ministro Marco Aurélio, além de autoridades internacionais.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.