Brasil - undefined·25 de outubro de 2017

JUDICIÁRIO: Ministra exige responsabilidade de juízes quando fazem uso da liberdade de expressão

<p>Por unanimidade, o CNJ abriu Reclama&ccedil;&atilde;o Disciplinar (RD) para investigar a conduta dos quatro ju&iacute;zes que se manifestaram em ato p&uacute;blico no Rio de Janeiro contra o impeachment da ent&atilde;o presidente Dilma Rousseff.</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) ministra Cármen Lúcia, exigiu nesta terça-feira, 24, responsabilidade dos juízes ao expressarem suas opiniões publicamente. A afirmação de Cármen Lúcia encerrou votação do Plenário do CNJ que decidiu investigar a conduta de quatro juízes que, em 2016, se manifestaram politicamente em ato público realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em repúdio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A função de juiz, de acordo com a ministra, impõe aos cidadãos que ingressam na carreira algumas limitações específicas, próprias da ética dos magistrados. Já é passada da hora de discutirmos no Poder Judiciário como um todo. Não é possível que continuem havendo manifestações muito além dos autos, e dos altos e baixos das contingências políticas da sociedade, afirmou a presidente do CNJ  e  do STF, ministra Cármem Lúcia.  Por unanimidade, o CNJ abriu Reclamação Disciplinar (RD) para investigar a conduta dos quatro juízes que se manifestaram em ato público no Rio de Janeiro contra o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Segundo a ministra Cármen Lúcia, a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) são suficientemente claras ao delimitar o direito à liberdade de expressão dos 18 mil magistrados brasileiros. Não é a quantidade de leis, portanto, que produz a obediência à legislação. A sociedade é tanto mais descumpridora de normas quanto maior o número de normas que tiver. Nós temos uma Constituição. Se a gente cumprir a Constituição, o Brasil muda. Nós, juízes, sabemos o que a Constituição estabelece como nosso dever e que, ao tomarmos posse, juramos cumprir, ressaltou a ministra Cármem Lúcia. 

Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.
 
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