Brasil - undefined·17 de julho de 2017

JUDICIÁRIO: Constituição Estadual não pode conferir competência originária a TJ para processar e julgar comandante da PM

<p>A decis&atilde;o do TJGO aplicou o entendimento do STJ no sentido de que a Constitui&ccedil;&atilde;o Estadual n&atilde;o pode conferir compet&ecirc;ncia origin&aacute;ria a tribunal de justi&ccedil;a para processar e julgar comandante-geral da PM</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER:  A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, indeferiu pedido de liminar em habeas corpus impetrado pelo comandante-geral da Polícia Militar de Goiás, denunciado pela suposta prática do crime de peculato (artigo 303, parágrafo 1º do Código Penal Militar.) A denúncia foi recebida e, após a instrução, o juízo da Auditoria Militar declinou da competência, nos termos da Lei estadual 319/1948, que estabelece que cabe ao tribunal de justiça do estado processar e julgar o comandante-geral da Polícia Militar, nos crimes militares e de responsabilidade. Os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que, ao reconhecer a inconstitucionalidade da lei estadual, determinou o retorno do processo à Vara da Auditoria Militar. No pedido de habeas corpus, a defesa do comandante alegou a existência de constrangimento ilegal decorrente da violação ao princípio do juiz natural.

Liminarmente, foi requerida a suspensão da tramitação da ação penal até o julgamento do mérito do habeas corpus. Laurita Vaz não verificou flagrante ilegalidade na decisão que justificasse a concessão da medida de urgência. Em relação ao mérito, destacou que, à primeira vista, a decisão do TJGO aplicou o entendimento do STJ no sentido de que a Constituição Estadual não pode conferir competência originária a tribunal de justiça para processar e julgar comandante-geral da PM por falta de simetria com o modelo constitucional federal. A apreciação do mérito do habeas corpus, no entanto, caberá à Quinta Turma do STJ, após as férias forenses. O relator é o ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

Com informações do STJ, reportagem, Storni Jr. 
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