Economia - undefined·17 de fevereiro de 2020

Jovens foram os que mais tiverem perda de renda entre 2014 e 2019, revela FGV

Levantamento divulgado pela instituição também mostra que a taxa dos chamados nem-nem - aqueles que não estudam, nem trabalham - saltou de 23,4% para 26,2% no período

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Jovens de 15 a 29 anos perderam 14% da renda proveniente do trabalho. É o que aponta a pesquisa Juventude e Trabalho do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Social. O levantamento revela que, de 2014 a 2019, entre os jovens mais pobres, esse percentual chegou a 24% e, entre analfabetos, 51%. 

Enquanto outros grupos que envolvem negros e moradores das regiões Norte e Nordeste apresentam diminuição de renda pelo menos duas vezes maior que a da média geral, a redução foi cinco vezes maior entre jovens de 20 a 24 anos.

O quadro, na avaliação do diretor da FGV Social, Marcelo Neri, gera descrença entre os jovens. De acordo com o especialista, 30% dos jovens brasileiros acreditam que não têm perspectiva de ascender socialmente pelo trabalho. 

O percentual dos chamados nem-nem - aqueles que não estudam, nem trabalham - saltou de 23,4% em 2014 para 26,2% 2019. Entre os jovens que são chefes de família, a taxa subiu de 15,19% para 22,67% no período. Já em relação às mulheres, passou de 27,84% para 30,25%.

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