Educação - undefined·30 de agosto de 2018

Jovens de Tocantins precisam ter competências mínimas para mercado de trabalho, diz gerente do SENAI

Por Agência do Rádio
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A palmense Kaysha Lorrana tem 19 anos e, desde o ano passado, trabalha de assistente administrativa, tem salário compatível com a profissão, conta com carteira de trabalho assinada e benefícios.

A jovem conseguiu entrar no mercado de trabalho porque investiu na formação técnica profissional por meio de um curso do SENAI. A qualificação foi importante para ela vencer a concorrência pela vaga que ocupa hoje.

“Eu passei um ano e oito meses no curso, foram 1040 horas, bastante matérias. A gente aprendeu muita coisa em aulas práticas e teóricas, e isso é bom porque abrange o conhecimento.”

O exemplo de Kaysha Lorrana comprova números de uma pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro, em 2017. Entre dois estudantes com a mesma escolaridade, aquele que se formou em educação profissional pode ganhar até 18 por cento a mais, em comparação com os estudantes que não fizeram cursos técnicos, e têm mais facilidades de entrar no mercado de trabalho logo que se formam.

O problema é que o Ensino Básico desenvolvido nas escolas do Tocantins é insuficiente para preparar os jovens para o mercado de trabalho. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o IDEB, revelam que o estudante tocantinense do terceiro ano do Ensino Médio tem, em média, nota três e meio, meio ponto abaixo da meta do estado para este nível escolar que é de quatro pontos.

O Gerente do SENAI, em Palmas, Edmundo Stiebler, lembra que o mercado de trabalho atual exige do jovem conhecimentos básicos de matemática, português, de tecnologias virtuais, por exemplo, que o Ensino Básico das escolas peca em repassar.

“O candidato a ingressar no mercado de trabalho precisa desenvolver aquelas competências que a gente considera como mínimas, que é ser alfabetizado digitalmente, ter facilidade no manuseio de produtos de computação.”

No Tocantins, os setores da indústria e serviços são responsáveis por mais de 30 por cento das riquezas produzidas no estado. Em toda a região Norte do país, apenas quatro e meio por cento dos estudantes que terminam o ensino médio são formandos de cursos técnicos profissionais.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Sara Rodrigues

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