Educação - undefined·30 de janeiro de 2019

Jovem que participou de competições internacionais reconhece o trabalho do SESI e SENAI de MG

<p>&ldquo;Acredito que se eu n&atilde;o tivesse entrado no SESI minha vida seria diferente&rdquo;, afirma Jo&atilde;o Pedro, que descobriu na institui&ccedil;&atilde;o a paix&atilde;o pela tecnologia</p>

Por Agência do Rádio
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Por Tainá Ferreira

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), somente no ano de 2019 serão disponibilizadas 38.287 vagas entre cursos de aprendizagem industrial, cursos técnicos, educação básica e educação de jovens e adultos.

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Em 2018, segundo a FIEMG, foram matriculados 13.877 alunos na Educação Básica Regular, 1.773 na Educação de Jovens e Adultos, 10.781 no processo seletivo unificado da Aprendizagem Industrial e 10.178 em cursos técnicos. No total, o SESI e o SENAI capacitaram 36.609 pessoas.

Ao longo dos anos, muitos jovens tiveram a oportunidade de adquirir conhecimento por conta dessas instituições. João Pedro Rufino Alves, de 22 anos, que é São Gonçalo do Sapucaí (MG), foi um deles. O jovem entrou no SESI em 2009, quando o seu pai, que era porteiro da instituição da cidade, conseguiu bolsas de estudos para os dois filhos. A partir dali muitas oportunidades surgiram. No ensino médio, João passou em um processo seletivo e conseguiu, gratuitamente, fazer o curso técnico de informática no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

João conta que antes de entrar no SESI não tinha pretensão de cursar o ensino superior, mesmo gostando de estudar. Ao entrar na instituição descobriu a paixão pela tecnologia e pelo empreendedorismo. “Vejo que [o SESI] tem um papel extremamente importante, porque refletiu na minha vida e na vida de pessoas que conheço também”, diz.

Hoje, João Pedro cursa o último semestre de Ciências da Computação na Universidade Federal de Itajubá (MG). Mesmo com pouca idade já possui um currículo extenso. Durante a faculdade, se tornou pesquisador Capes Jovens Talentos para a Ciência e CNPq no programa Santos Dumont. Tornou- se co-fundador da Fidder Tecnologias Pet e foi um dos instrutores do primeiro curso de treinamento e capacitação de professores em tecnologia de drones. Foi eleito Profissional do Ano no Setor de Drones na DroneShow Latin América 2017.

Além disso, foi capitão geral da Black Bee Drones em 2017, primeira equipe de competição tecnológica com aeronaves inteligentes da América do Sul, participando de torneios representando o Brasil na China e na França. Atualmente, trabalha em São Paulo na Advantech, a maior fabricante mundial de computadores industriais. Para ele, o trabalho do SESI foi fundamental para que ele trilhasse todo esse caminho.

“Acredito que se eu não tivesse entrado no SESI minha vida seria diferente, não digo que a vida seria melhor ou pior, porque é difícil prever, mas hoje sou muito feliz com o que faço”, avalia. E acrescenta: “Realmente, trabalho com o que gosto, fiz uma faculdade que gostei bastante também e todas essas escolhas foram influenciadas pelo que aprendi no SESI e pelo que fiz lá. Acho que não teria chegado da maneira que estou hoje sem ter passado pela instituição”, conclui.

João Pedro descobriu no SESI (MG) a paixão pela tecnologia e na universidade participou de competições nacionais e internacionais. / Foto: Arquivo pessoal

Incertezas

Mesmo com esse histórico de sucesso, é possível que a realidade mude caso o novo governo corte verbas para as instituições do chamado Sistema S – que inclui SESI e SENAI. O argumento é que a organização deve se ajustar aos cortes de custos do novo governo.

Para o Diretor-Geral do SENAI e Diretor-Superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, um possível corte de verbas impactará na competitividade da indústria, principalmente porque as instituições trabalham com a inclusão social e no desenvolvimento do país.
“Essas instituições tem um papel decisivo em favor do desenvolvimento do país, e mais importante, isso é reconhecido pela população brasileira. São instituições consagradas pelo país”, lembra Lucchesi.

Os cortes sinalizados pelo governo ainda são incertos, mas podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos anualmente.

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