Um jovem amapaense resolveu ir a uma pizzaria para comer e, além de satisfazer a fome, saiu do estabelecimento com uma ideia fixa: queria ser pizzaiolo. Joab Vieira se inscreveu em um curso técnico profissional, começou a trabalhar com as massas e fornos, e não parou mais. Hoje, com apenas 23 anos, Joab Vieira já conquistou especialização técnica em panificação e confeitaria.
“Me formar como um técnico em panificação, e mais para frente continuar cursando a faculdade de nutrição. A minha vontade é trabalhar com produtos de panificação francesa, como croissant e baguette, voltada mais para a o lado comida típica da Europa.”
No Amapá, 47 e meio por cento dos jovens de 18 a 24 anos estão desempregados, de acordo com dados do IBGE, e os motivos que levam o estado a registrar números negativos podem ser a qualidade do ensino básico regular oferecido nas salas de aula.
O Diretor-Geral do SENAI, Rafael Lucchesi, ressalta que o ensino técnico é um dos caminhos que o jovem pode percorrer para conseguir emprego, e não impede a conclusão do ensino superior, no futuro.
“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho”.
O trabalhador que conclui a formação em cursos técnicos pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. O dado é de pesquisa PUC-Rio.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Sara Rodrigues