Educação - undefined·28 de janeiro de 2019

Jovem mineiro é um dos finalistas por uma vaga na delegação do Brasil para a WorldSkills

Por Agência do Rádio
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Nikolas Rezende Costa, 21 anos, é um dos 57 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) finalistas por uma vaga na delegação brasileira para a WorldSkills. A competição é a maior do mundo na área de profissões técnicas e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul. Neste ano, a WorldSkills será em agosto, na Rússia.

O jovem, aluno do SENAI de Américo Renê Giannetti, em Belo Horizonte, conquistou a vaga na final depois de muito treinamento, dia e noite, inclusive, aos fins de semana, como explica Nikolas.

“O treinamento é bem pesado, como o nome diz é escultura em pedra, e quebrar pedra não é fácil, mas minha maior dificuldade mesmo é só o tempo.”

Nikolas se refere ao tempo de prova dado para cada profissão na hora da competição. O projeto que os participantes terão que desenvolver é surpresa. Há um desafio e ele precisa ser cumprido em quatro dias, em um prazo de no máximo 22 horas, a depender da área. Ao fim desse tempo, os projetos são avaliados e os resultados, anunciados. Uma das dificuldades da competição é que os competidores não são avaliados apenas nos padrões do Brasil, são padrões mundiais, como explica o gestor do projeto Brasil Kazan,
José Luís Gonçalves Leitão.

“Vão trabalhar tudo, o jogo é um jogo de tempo, cada uma das habilidades é trabalhada exaustivamente dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. A primeira questão é que eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões têm.”

Estudos mostram que a educação profissional impacta positivamente a vida de diversos jovens no Brasil. Em 2017, cerca de 80% dos estudantes que concluíram cursos técnicos foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano. A um passo do maior desafio que enfrentou até agora, Nikolas afirma que é preciso valorizar a oportunidade, pois muitos jovens gostariam de estar no lugar dele.

“Sempre foi um sonho participar da WorldSkills, nunca imaginei que iria conseguir, mas com a ajuda dos meus treinadores, experts, professores, eu consegui com muita determinação também.”

A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação no quadro de medalhas. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas.

Reportagem, Camila Costa

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