Mineira, hoje com 20 anos, Bruna Alessandra Vieira jamais imaginou que um dia disputaria uma das 63 vagas na equipe brasileira da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo. Bruna fez curso de aprendizagem industrial em confeitaria no SENAI, é formada em gastronomia e pode ser a primeira a trazer para o Brasil o título de melhor do mundo em panificação. A WorldSkills ocorrerá no mês de agosto, em Kazan, na Rússia.
A jovem moradora do bairro Jaqueline, em Belo Horizonte, vive com os pais e o irmão mais novo. Ela se classificou em 2017, na etapa regional, e, no ano passado, na nacional. Agora está em Brasília, junto com outros competidores, se preparando para o mundial. Bruna conta que a rotina cansativa, de conciliação entre treinamentos e faculdade, valeu muito a pena.
“É uma realização porque a gente passa muito tempo treinando. Quando você alcança aquilo, não que não tivesse valido a pena se eu não tivesse ganhado, mas quando tem um resultado é muito melhor, é uma situação de realização e de gratidão também por ter chegado até aqui, pelas pessoas que eu conheci, pelas pessoas que me ajudaram.”
A WorldSkills tem 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais. Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, cada competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio.
“É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. Eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões tem.”
A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas.
Reportagem, Aline Dias