De Canoas, no Rio Grande do Sul, Leonardo Almeida, 18 anos, é um dos 63 jovens selecionados para disputar uma vaga na equipe brasileira da maior competição de educação profissional do mundo. A WorldSkills será realizada de 22 a 27 de agosto, em Kazan, na Rússia. Leonardo vai competir na modalidade manutenção industrial.
O jovem é técnico em manutenção de máquinas industriais, formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), e mora no bairro Mathias Velho, com os pais. Ele se classificou em 2017, na etapa regional, e, no ano passado, na nacional. Agora, Leonardo está na última fase de treinamentos, em Brasília, junto com aproximadamente 50 jovens. Para mais esta fase, Leonardo garante que o esforço será ainda maior para que esse título fique com o Brasil.
“A minha expectativa agora para a Rússia é que eu consiga dar o meu melhor, mais uma fase seja vencida, trazer o ouro para o Brasil, que aconteça isso com toda a nossa delegação, e após isso eu consiga fazer uma profissionalização maior na área técnica. Uma das minhas metas ainda é ser professor do SENAI.”
A WorldSkills tem 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais. Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, cada competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio.
“É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. Eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões tem.”
A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas.
Reportagem, Aline Dias