Representante de um dos setores mais importantes da economia brasileira, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem se dedicado a capacitar cada vez mais a população de Goiás. Para este ano, a instituição deve realizar cerca de 250 mil matrículas. Em 2018, a quantidade de matrículas realizadas chegou a quase 345 mil, quando a expectativa era de pouco mais de 248 mil.
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Sandro Mabel, afirma que o SENAI, assim como o SESI, além de fornecerem uma boa educação, são determinantes para os alunos que passam a procurar emprego após deixarem as instituições.
“Nós garantimos que os alunos que passam na nossa escola, se formam e se profissionalizam dentro das nossas escolas, 80% deles saem empregados. Então as empresas buscam esses garotos que são profissionais dentro das nossas escolas enquanto eles nem formaram ainda. Enfim, nós temos aí uma série de ações, de cidadania sobre tudo. Ele não sai só uma pessoa treinada profissionalmente. Ele sai um cidadão mais preparado, mais disciplinado e, isso daí toda indústria quer.”
Vinícius Certim, de 18 anos, foi um dos jovens que trilhou esse caminho e, depois de muita dedicação e do apoio recebido pelo SENAI, conseguiu um bom emprego na empresa Can-Pack, que atua no mercado de embalagens de metal. De acordo com Vinícius, o suporte do SENAI foi fundamental para ele ter sido bem preparado e adquirido uma boa experiência antes mesmo de ingressar no mercado de trabalho.
“Hoje, com 18 anos eu me encontro trabalhando em uma multinacional, cursando engenharia elétrica em uma Federal. Sem a base que o SENAI me ofereceu eu não poderia ter alcançado. Eu sou muito grato ao sistema S, porque graças a ele eu pude alcançar. ”
Em dezembro do ano passado, o atual governo anunciou a intenção de reduzir o envio de recursos financeiros que chegam ao Sistema S. Como o SESI e o SENAI fazem parte desse pacote, membros dessas instituições destacam que há um risco de as atividades do grupo reduzirem na mesma proporção. Os cortes anunciados pelo governo federal ainda são incertos, mas podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos.
Reportagem, Marquezan Araújo