Seguindo os passos da mãe, costureira, e das tias, que já trabalharam na indústria têxtil, Gabriele Raiser, 19 anos, chegou bem longe. A moradora de Blumenau está entre os jovens selecionados para disputar uma das 63 vagas na equipe brasileira da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo. A competição vai ocorrer de 22 a 27 de agosto em Kazan, na Rússia.
Gabriele poderá competir na modalidade técnica de vitrinismo. Ela se classificou em 2017, na etapa regional e em 2018, na nacional, realizada em Roraima. Gabriele vê o resultado como valorização e reconhecimento do seu trabalho. Para a próxima fase, na Rússia, Gabriele tem expectativas de bastante aprendizado e crescimento profissional.
“Nunca tinha cogitado participar de uma competição, mas está sendo uma experiência nova e bem intensa. Participar de uma etapa mundial e possivelmente ganhar seria incrível tanto para o país, quanto para o meu currículo. Espero ter muitas oportunidades para abraçar e chegar lá no topo do mundo.”
A WorldSkills tem 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais. A preparação dos participantes para a competição começa na segunda quinzena de janeiro. Eles passarão uma temporada nos centros de treinamento do SENAI, localizados em Brasília, Belém, Porto Alegre e Joinville. Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, cada competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio.
“É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. Eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões tem.”
A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas.
Reportagem, Aline Dias