Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Jovem amapaense consegue realizar sonho de trabalhar no setor alimentício por meio de curso técnico

Por Agência do Rádio
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Por Sara Rodrigues

A visita a uma pizzaria no Amapá mudou o percurso da história profissional de Joab Vieira. Quando foi ao local com amigos, Joab ficou curioso sobre o processo de produção de pizza e começou a pesquisar na Internet sobre. Foi quando encontrou um curso de pizzaiolo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e decidiu se inscrever.

Com o passar do tempo, Joab percebeu que tinha muito mais vontade de aprender sobre essa área e, em 2015, decidiu se inscrever no curso de técnica em panificação e confeitaria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Aos 23 anos, o jovem já se especializou em uma área pela qual é apaixonado e conseguiu um emprego na área.

“Eu me sinto realizado porque eu posso tanto desenvolver meu trabalho na empresa que eu trabalho hoje, quanto eu posso também trabalhar em casa. Me formar como um técnico em panificação, e mais para frente continuar cursando a faculdade de nutrição. A minha vontade é trabalhar com produtos de panificação francesa, como croissant e baguette, voltada mais para a o lado comida típica da Europa”, conta Joab.



A história de Joab poderia ter sido diferente. Ele entende que começar do zero, sem nenhuma capacitação seria muito mais difícil. Isso, porque, a educação básica no Brasil tem deixado a desejar. No Amapá ainda é mais grave. O resultado do Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) mostrou que enquanto a média nacional dos alunos foi de 3,70, o estado fechou em 3,30. Os ensinos fundamental e médio não preparam os estudantes tão bem para o mercado de trabalho.

“Nós temos alguns problemas na educação de base de uma forma geral, não temos incentivos para que as crianças consigam digerir a matéria, o que é ciência, entender que não são coisas fora de nós. Se buscarmos todas essas questões em relação à ciência e tecnologia, vamos viabilizar novos entendimentos”, contextualiza Débora Barem, professora da Universidade de Brasília.

Propostas de melhora

Diante do cenário da educação brasileira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou um estudo que comprova a necessidade de melhorar a educação básica brasileira. Além de, também, promover propostas de melhoria para os jovens, a fim de que de que as dificuldades de desenvolvimento econômicas e sociais possam ser superadas. As propostas para o Ensino Técnico são de melhorar e assegurar o futuro dos jovens no mercado de trabalho.

“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e certamente gerar mais riqueza, bem-estar, competitividade para as empresas e para o país”, afirma Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Nova era da indústria

No Amapá, os setores que mais demandam mão de obra para a indústria são construção civil, responsável por 61,8%, mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Além dos serviços industriais de utilidade pública, responsável por 10,1%. O setor alimentício de Joab Vieira está entre os cinco setores da indústria com maior produção.

Um dos avanços que tem começado a caminhar para se fortalecer no estado do Amapá é a Indústria 4.0, que vem sendo observada desde 2010 como avanço nas tecnologias contemporâneas. Entre as ferramentas mais recentes existe, por exemplo, a rastreabilidade – que é a possibilidade de decifrar qual é o ciclo de vida de determinado produto, desde a criação até o descarte.

Além disso, foram criadas outras ferramentas, como a visão artificial e a cloud computing, que é uma nuvem online utilizada como armazenamento de dados e arquivos. Todas essas ferramentas têm como objetivo aumentar o ganho de produção, apresentar transparência nos negócios, aumentar a segurança e reduzir os erros. Além de promover a conservação ambiental e o aumento da qualidade de vida.
 

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