Política - undefined·29 de novembro de 2017

Joesley Batista se recusa a responder perguntas na CPMI da JBS e na CPI do BNDES do Senado

<p>O empres&aacute;rio seguiu as orienta&ccedil;&otilde;es do advogado e ficou em sil&ecirc;ncio</p>

Por Agência do Rádio
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O empresário Joesley Batista se recusou a responder às perguntas dos deputados e senadores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS e da CPI do BNDES do Senado, durante aproximadamente quatro horas. Esse silêncio já era esperado, afinal, os advogados dele mandaram um ofício à CPMI, no dia 22 de novembro, última quarta-feira, dizendo que ele não iria falar nada durante a reunião.

Ele e o irmão, Wesley Batista, são suspeitos de usarem informações privilegiadas para ter lucro com a compra de dólares e com venda de ações da própria JBS antes da divulgação do acordo de colaboração que fizeram com o Ministério Público. Além dos dois irmãos, o ex-diretor da JBS Ricardo Saud também perdeu os benefícios da delação, depois de terem sido acusados de omitir informações ao Ministério Público.

Joesley Batista não respondeu as perguntas sobre o ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público para advogar para a JBS e sobre como foi feito o acordo de colaboração. Ele também não respondeu sobre o pagamento de propina para agentes políticos em troca de financiamentos do BNDES, que foi um crime que ele já havia confessado em outra delação.

Reportagem, Cintia Moreira.

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