A Zika ocasiona sintomas como dores nas articulações, dores nos olhos e febres, de maneira leve. Além disso, a pessoa que é acometida pela doença pode ter um bebê com microcefalia. Em função da Zika, dependendo da gravidade da doença, a pessoa pode desenvolver a Síndrome de Guillain Baré. Ela consiste em deixar quem possui a patologia com fraquezas, formigamentos nos pés e nas mãos, podendo paralisar alguém por conta disso. A professora Rosalva Costa, de 44 anos, acabou desenvolvendo esse quadro. Em setembro de 2017, ela contraiu Zika e Chikungunya. Ela teve medo quando descobriu que tinha desenvolvido as doenças e hoje luta para recuperar as funções motoras. Se locomovendo apenas por meio de cadeira de rodas, a professora conta que, com a fisioterapia, vem melhorando aos poucos. Rosalva conta que se esforça muito para voltar à rotina de antigamente.
“Eu me esforço, né? Assim, tentando fazer o máximo que eu posso para poder movimentar meu corpo, para que em breve eu possa estar em pé e poder voltar à rotina normal. Que geralmente, assim, só daqui mais um tempo, e com a fisioterapia, que vai saber se vão ficar seqüelas ou não.”
Para que o mosquito não se prolifere, são realizadas ações em parcerias com a Vigilância Epidemiológica da cidade de João Pessoa, para que as pessoas sejam mais conscientes com relação às vistorias em casas. Apesar da baixa infestação do mosquito na cidade, 0,5%, a população deve prestar mais atenção com relação ao lixo descartável e com reservatórios de água que não estão vedados corretamente. O coordenador do Programa do Controle da Malária e Doenças Transmissíveis pelo Aedes, Divino Valero, afirma que população tem papel fundamental no combate ao mosquito.
“A importância é total, porque somente com a participação direta da sociedade, nós vamos conseguir controlar cada vez melhor essa questão dos mosquitos. Até porque 80% dos depósitos dos mosquitos são encontrados nos domicílios, nos quintais e dentro das casas. Então é preciso, é fundamental, é muito importante que a população nos ajude no controle do vetor.”
Faça parte dessa luta não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida e o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saúde.gov.br/combateaedes.