Saúde - undefined·28 de dezembro de 2017

JARDIM DO SERIDÓ (RN): Moradora desabafa drama vivido por causa da Chikungunya

<p><span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; text-align: justify;">Caro amigo comunicador, preparamos um conte&uacute;doa ser divulgado especialmente em Jardim do Serid&oacute; e regi&atilde;o, lembrando os moradores sobre a import&acirc;ncia de se combater o mosquito da Dengue. Na reportagem, a Infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Melissa Falc&atilde;o, orienta a popula&ccedil;&atilde;o sobre a necessidade da campanha contra a doen&ccedil;a e, para uma maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos moradores, temos o depoimento da banc&aacute;ria Lucineide Medeiros, moradora da cidade que j&aacute; contraiu a doen&ccedil;a transmitida pelo Aedes. Esperamos que voc&ecirc; que aproveite esse material e nos ajude a lutar contra o mosquito. Abra&ccedil;os!</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size:12.0pt;&#10;line-height:115%;font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;"><o:p></o:p></span></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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 Em 2017, o Brasil registrou, até o dia 11 de novembro, aproximadamente 185 mil casos de Chikungunya. Esse número é 32% menor do que os casos identificados no mesmo período de 2016. Mas, ainda assim, a população deve ficar atenta e todo mundo precisa continuar fazendo a sua parte para combater o mosquito. As dores causadas pela Chikungunya são horríveis. A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, doutora Melissa Falcão, explica quais são os sintomas da doença.

“A Chikungunya tem como principal sintoma a dor articular. E é uma dor articular intensa e incapacitante, porque muitas vezes o paciente não consegue andar durante os primeiros dias da doença. Quando consegue andar, anda encurvado pela dor característica na articulação. Além disso, também tem dor no músculo, tem febre, normalmente alta, por um período curto de tempo, um, dois, três dias. Também pode ter vermelhidão no corpo com coceira, pode ter vermelhidão nos olhos, dor de cabeça. Esses são os principais sintomas da Chikungunya.”

A moradora de Jardim do Seridó, Lucineide Medeiros, bancária de 45 anos, conta que ela, sua filha Bárbara, e seu pai Elias, foram acometidos pela Chikungunya no mesmo período. Lucineide diz ainda que muitas outras pessoas do Bairro Caicó, onde mora, foram infectadas pelo vírus. Precisaram contatar a prefeitura para enviar agentes para inspecionar as casas abandonadas e eliminar os criadouros do mosquito. Ela conta como foi a sua experiência com a doença.

“Chikungunya foi o pior. Eu vi a hora do meu pai morrer. Chikungunya, nós tivemos os três. Eu acho que fomos contaminados no mesmo dia, porque quando a gente caiu foram os três juntos. Olha, minha filha, que tem 19 anos, foi muito rápido. Os sintomas vêm todos iguais, mas ela, em pouco tempo, já estava completamente recuperada. Meu pai, de 68, quase veio a óbito. Foi muito violento pra ele. Pela idade, né? E ele passou acho que uns 6 meses, pelo menos 40 dias, entre internação e voltar pra casa, internava e voltava. Foram 40 dias.”

Só quem já teve Chikungunya sabe o quanto essa doença é incapacitante. A palavra Chikungunya significa, em sua origem, “aqueles que se dobram”, em referência à posição curvada que os pacientes andavam devido às dores. Melissa Falcão esclarece ainda que algumas pessoas podem ter os sintomas intensificados.

“Alguns grupos de maior risco são os idosos, as crianças com menos de dois anos, as gestantes e as pessoas que têm muitas doenças associadas, que têm problema de coração, que têm problema de diabetes. Quem tem alguma outra doença reumatológica prévia, também alguma artrite reumatoide, algum problema já reumático, pode ter essas dores intensificadas.”

Para eliminar o mosquito, todo mundo precisa fazer sua parte. Essa é uma luta de todos os brasileiros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes 

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