Pernambuco deve ficar atento com a Tuberculose. O estado é o terceiro do País com o maior número de casos da doença. Para o Ministério da Saúde, o mais alarmante é que, no índice de mortalidade, é o segundo do Brasil, com aproximadamente quatro a cada 100 mil habitantes. Tuberculose tem cura. Mas, para isso, os pacientes devem concluir o tratamento. Só em 2017, Jaboatão dos Guararapes registrou 261 novos casos da doença. A gerente da Vigilância Epidemiológica do município, Camila Brito, alerta sobre os riscos de se interromper o tratamento da doença.
“[Se] ele não conclui o tratamento, o que acontece? Ele é um transmissor da doença. Então, o paciente, que ele começou o tratamento e parou o tratamento, ele continua doente. Ele retorna com a doença, e as pessoas que estão em contato com ele têm a possibilidade também de 'ficarem' doentes.”
Atenção ao alerta da Camila. Se alguém for diagnosticado com tuberculose, as pessoas que convivem com esse paciente devem fazer exames para checar se mais alguém contraiu o bacilo. Apesar de não estar doente, e não apresentar sintomas, é possível que outras pessoas contraiam a bactéria, sem que a doença se manifeste, como explica a coordenadora do Programa Nacional de Combate à Tuberculose Denise Arakaki.
“Uma vez que a pessoa contraiu o bacilo, não necessariamente ela vai adoecer. Ela pode ficar com esse bacilo durante muitos anos, silenciosamente. Quando o bacilo se desenvolve a pessoa fica doente pela Tuberculose, que é o que a gente chama de Tuberculose ativa. No princípio da doença, a pessoa pode ter só tosse. Por isso que a gente utiliza a tosse como um sinal de alerta para quem possa ter Tuberculose.”
Fique atento aos sintomas. Tossiu por mais de três semanas? Tá com febre no fim da tarde? Suando demais à noite? Procure a unidade de saúde mais próxima. Ajude a deixar essa doença no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br/tuberculose.
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