Internacional - undefined·25 de março de 2019

Italiano Cesare Battisti admite ter participado do assassinato de quatro pessoas

Pelo Twitter, Bolsonaro comemorou confissão e afirmou que o Brasil não será mais "o paraíso de bandidos”

Por Cintia Moreira
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O italiano Cesare Battisti, de 64 anos, preso na Bolívia e extraditado em janeiro deste ano para a Itália, admitiu pela primeira vez ter participado do assassinato de quatro pessoas na década de 1970.

Na época, Battisti fazia parte do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, organização armada de extrema-esquerda, e dizia, até então, que era inocente. Em seu depoimento à autoridades italianas antiterrorismo, ele confessou pela primeira vez os crimes e disse que se envolveu nos atos políticos por acreditar que aquela era uma “guerra justa”.

Além de confirmar o envolvimento nos quatro assassinatos, Cesare Battisti admitiu "suas responsabilidades" no ferimento de três pessoas e na participação de roubos. Depois, pediu desculpas aos parentes das vítimas.

A confissão de Battisti rendeu uma postagem do presidente Jair Bolsonaro, que desde a campanha eleitoral defendeu a extradição do italiano. No Twitter, Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (25), que a posição do Brasil é um recado ao mundo de que o país não será mais "o paraíso de bandidos”.

Condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas, Cesare Battisti passou 30 anos como fugitivo entre o México e a França, e em 2004, se escondeu no Brasil, onde permaneceu até ser preso em 2007. Após pedido do governo italiano, o Superior Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição em 2009, em decisão que concedia a palavra final para o chefe de Estado.

Contrariando as expectativas, no último dia de seu mandato, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição do ex-militante de esquerda. Desde então, Battisti residia no país sob a condição de refugiado político. No ano passado, fugiu para Bolívia, onde foi preso pela Interpol.

SOBRE

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.

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