TEC./SONORA: Carlos Alberto, 32 anos, agente de endemias
“Eu trabalho há 11 anos nas epidemias e nunca tinha sofrido nem com a Dengue, nem com algo parecido. E ser contaminado com esse vírus é realmente algo muito difícil, muito doloroso. Aconselho que a população faça sua parte, porque eu que sou combatente acabei sendo infectado e confesso que não é nada bom, muito ruim. Você perde dias de trabalho, para de produzir, sofre muito com dores no corpo.”
TEC./SONORA: Sérgio de Souza, coordenador de endemias
“O mais importante é procurar um posto de saúde de imediato, o mais perto da sua região, do seu bairro. Procurar o posto de saúde e consultar com um médico, ai ele vai avaliar, passar o exame. E é importante que a pessoa faça o exame, e não achar que está com Chikungunya, Zika ou Dengue e se automedicar, sem passar pelo médico.”
TEC./SONORA: José Cerbino, vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz
“O vírus da Chikungunya é um vírus um pouquinho diferente dos outros dois, ele é de uma família diferente, não é um flavivirus. Mas é um vírus muito semelhante e também é transmito pelo mosquito. Então, de novo: ele acontece no mesmo período, nos mesmos locais onde vai acontecer a Zika e a Dengue. A principal característica da Chikungunya é a dor articular, a dor nas juntas. A palavra Chikungunya é uma palavra africana que quer dizer ‘andar recurvado’. E esse andar recurvado é por causa da dor que a pessoa que tem a doença sente. Então é uma doença que também dá febre, que também pode dar manchas pelo corpo, e tem como principal característica a dor e o inchaço nas juntas. Nas mãos, nos pés, nos joelhos. Essa é a principal característica dela.”