Saúde - undefined·27 de abril de 2020

Ipea mapeia as cidades metropolitanas mais vulneráveis à Covid-19 no Brasil

São Paulo, Manaus e Rio de Janeiro concentram mais áreas de alta vulnerabilidade

Por Alexandre Penido
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mapeou o grau de vulnerabilidade socioespacial da Covid-19 em 12 cidades metropolitanas do Brasil, além do Distrito Federal e Entorno. A analise foi feita a partir da combinação de fatores socioeconômicos, demográficos e de infraestrutura urbana. De acordo com os pesquisadores do Instituto esses fatores podem contribuir para o aumento do risco de propagação da doença entre as pessoas.  Cada localidade foi denominada pelo Ipea como Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs).

De acordo com a analise do Ipea as cidades que mais apresentaram UDHs com alto ou muito alto grau de vulnerabilidade à Covid- 19 foram São Paulo (SP), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Fortaleza (CE).

Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, das 2.815 Unidades de Desenvolvimento Humano mapeadas, 27,3% são consideradas de alto ou muito alto grau de vulnerabilidade socioespacial à doença. No Rio de Janeiro, essa proporção é de 23,2% em 2.229 UDH. Em Manaus, 23,7% em 270 UDHs.

Entre os locais com a menor quantidade de áreas de alta ou muito alta vulnerabilidade de contaminação aparecem Goiânia (GO), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e o Distrito Federal (DF), além da Região Integrada de Desenvolvimento, o Entorno.

Segundo o coordenador nacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em políticas públicas e desenvolvimento territorial, Marco Aurélio Costa, o estudo aponta que o risco para proliferação da contaminação da Covid-19 está ligado diretamente também a infraestrutura.

“Isso não quer dizer que quem tem baixo grau pode relaxar e nem quer dizer que quem tem um alto grau está condenado a enfrentar uma contaminação alta. O que a gente está dizendo é que as condições de enfrentamento são melhores onde eu tenho um acesso a água. Eu posso fazer um distanciamento social melhor. Porque a densidade não é tão grande. Porque as condições socioeconômicas são melhores. E do outro lado quem tem um alto grau, tem mais risco de se expor”, disse Costa.

Ao todo o Ipea mapeou a situação de 9.061 Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) das 12 regiões metropolitanas e o Distrito Federal e o Entorno. 

A pesquisa apontou ainda que quase metade das UDHs podem ser consideradas de baixo grau de vulnerabilidade socioespacial. A outra metade apresenta algum grau de vulnerabilidade socioespacial à contaminação pelo novo coronavírus, sendo que cerca de 20% delas estão nos níveis alto ou muito alto.

De acordo com o Marco Aurélio Costa, o estudo permite que as autoridades observem áreas que merecem maior atenção no que diz respeito às estratégias de enfrentamento da crise sanitária. 

Para mais informações sobre o estudo acesse: www.ipea.gov.br 

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SOBRE

Alexandre Penido

Profissional com bacharelado em Comunicação Social - Jornalismo, com mais de 11 anos de formado. Nove anos de experiência profissional em assessoria de imprensa e radiojornalismo institucional, relacionados à saúde e à política. Atuação em campanha política de rádioweb e coordenação da Web Rádio Saúde do Ministério da Saúde. Participação no atendimento de temas relevantes para saúde como Zika Vírus, Mais Médicos, Gripe, Ebola, Judicialização de medicamentos, Orçamento da Saúde, Economia da Saúde.

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