O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgou nesta sexta feira (6) o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. No mês de setembro o índice ficou em 0,16%, abaixo dos 0,19% registrados no mês de agosto. O acumulado de 2017 está em 1,78%, resultado bem menor do que o registrado em 2016 durante o mesmo período, quando o indicador atingiu os 5,51%.
Para o consultor fiscal e mestre em finanças públicas Amir Khair avalia os dados apresentados pelo IBGE.
“Eu acho excelente o resultado. É importante que a inflação se mantenha baixa. Ela propicia para as pessoas um consumo maior, portanto um poder aquisitivo maio e isso é um vetor importante para o crescimento econômico.”
Dos nove itens analisados para o índice, apenas dois apresentaram um sinal negativo. Alimentação e Bebidas e Habitação. O primeiro item caiu pelo quinto mês seguido e atualmente está com o índice em -0,41%. No caso dos alimentos, o índice caiu pelo quinto mês seguido. Amir Khair explicou a importância de esse índice apresentar um recuo.
“Alimentação é um item muito importante no orçamento doméstico da maior parte da população especialmente nas faixas de renda das classes C, D, E e F. Quando a alimentação mostra sinal de preços em queda, ela apresentaria espaço orçamentário para as pessoas consumirem outros bens.”
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC, apresentou queda de 0,02% em setembro. É a menor variação para o mês desde 1998. O acumulado de 2017 é de 1,24%. Em 2016, no mesmo período, o índice estava em 6,18%. Assim como no IPCA, os produtos alimentícios foram os que apresentaram maior queda, de 0,57%. Em Agosto o índice tinha ficado em - 1,18%.
Reportagem, Raphael Costa