Ciência & Tecnologia - undefined·24 de outubro de 2018

Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis é referência na geração de energia limpa no país

<p>O SENAI tem como objetivo inaugurar 25 Institutos SENAI de Inova&ccedil;&atilde;o em 12 estados; desse total, 21 unidades j&aacute; s&atilde;o operacionais, com 150 projetos contratados</p>

Por Agência do Rádio
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Por Paulo Henrique Gomes

Cerca de 35% da energia elétrica gerada no país é utilizada pelo setor industrial. Uma alternativa para amenizar o alto consumo são as energias renováveis. Localizado em Natal, o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, desenvolve sistemas de energias renováveis para as instalações industriais e de residências.

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Segundo o diretor do instituto, Antônio Medeiros, o local desenvolve projetos voltados para o aprimoramento de equipamentos para a geração de energia renovável. “A gente oferece uma série de serviços com foco em aprimoramento de equipamentos para geração de energia renovável, inserção de energia renovável em processos industriais, e um pouco de mapeamento em outras áreas de energias renováveis que não se concentram em eólica e solar, tipo maré, biocombustíveis”, afirma.

O SENAI tem como objetivo inaugurar 25 Institutos SENAI de Inovação em 12 estados. Desse total, 21 unidades já são operacionais, com 150 projetos contratados

Os principais segmentos atendidos pelo órgão são produtores e distribuidores de energia elétrica, as indústrias de óleo e gás, máquinas e equipamentos, infraestrutura e tecnologia da informação.

Os equipamentos desenvolvidos pelo Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis foram desenvolvidos com o objetivo de criar soluções ágeis e inovadoras voltados para o aumento da produtividade da indústria com um melhor aproveitamento dos recursos renováveis. É o que explica Antônio Medeiros. “O grande foco é que as empresas aumentem seu rendimento, maximizando a geração de energia e eliminando os tempos de parada de cada máquina para que não tenhamos desperdício”, afirma.

Energia eólica

Atualmente, o Brasil é o oitavo país do mundo em produção de energia eólica. Com condições climáticas favoráveis, a região Nordeste é a que possui maior capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produziu energia usando a força dos ventos. O diretor do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, Antônio Medeiros, destaca a importância do setor para o país.

“A energia eólica é uma energia que já representa uma fonte bem significativa na matriz energética nacional e os nossos serviços hoje são uma referência para várias empresas que atuam no setor. Para você ter ideia, em alguns dias do ano, a gente consegue suprir toda a energia do Nordeste só com os parques eólicos instalados aqui”, afirma.

Windbox

O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis desenvolveu, em conjunto com a empresa LogAp, o software Windbox, que analisa os equipamentos utilizados para a captação de energia eólica. É o que explica o diretor-comercial da LogAp Sistemas, Danilo Barros.

“Cada turbina eólica gera uma informação. De produção, de velocidade de vento, humidade relativa do ar, informações de problemas técnicos. E essas informações ficam, digamos, armazenados em um canto, e não tem uma inteligência por trás delas para o gestor. Então, o que a nossa ferramenta faz é coletar essa informação, pegar a informação de cada máquina dessa, de cada gerador, e extrair índices que auxiliem o gestor”, afirma.

Danilo Barros também elogia os profissionais que atuam no instituto localizado em Natal. “O Instituto Senai de Inovação, para mim tem os melhores, a melhor equipe relacionada a pesquisa de energia renovável do Nordeste, que é o que eu conheço. Tem pessoas altamente capacitadas e altamente responsáveis”, disse.

Inovação no Brasil

O Brasil ganhou cinco posições no Índice Global de Inovação divulgado neste ano, subindo do 69º para o 64º lugar em um ranking de 126 países. O 64º lugar é melhor do Brasil desde 2014. Nos dois últimos anos, o Brasil ficou estagnado na 69ª posição. Entre as áreas em que o país se destacou estão gastos com P&D, importações e exportações líquidas de alta tecnologia; qualidade de publicações científicas; e universidades, especialmente as de São Paulo (USP), Campinas (Unicamp) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O SENAI tem como objetivo inaugurar 25 Institutos SENAI de Inovação em 12 estados. Desse total, 21 unidades já são operacionais, com 150 projetos contratados.

Propostas da Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), entregou um documento com 43 propostas voltadas para o desenvolvimento da indústria nacional aos candidatos à Presidência da República. Entre as recomendações, o plano possui uma agenda de políticas voltadas para a inovação. Segundo o arquivo, a competitividade das empresas depende, cada vez mais, da sua capacidade de inovar. De acordo com a CNI, no Brasil, os mecanismos de suporte às atividades de inovação ainda não se mostram capazes de alavancar os resultados desejados e a qualidade da governança é uma questão chave e afeta a consistência das políticas de inovação.
 

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