Educação - undefined·14 de dezembro de 2018

INOVAÇÃO: Suruneira ‘ergonômica’ feita em Maceió é destaque em encontro do SESI

Por Agência do Rádio
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Por Pedro Marra

O 3º Encontro Nacional de Professores do Serviço Social da Indústria (SESI) ocorreu nos últimos dias 29 e 30 de novembro, em Brasília. Cada um dos 20 professores palestrou sobre um projeto destaque dos Departamentos Regionais. Um dos que falou ao público foi o professor de artes Jonathan de Albuquerque Vieira, da Escola integrada SESI/SENAI Carlos Guido Ferrario Lôbo, de Maceió (AL). Ele contou sobre a Suruneira, projeto que criou junto dos alunos do 1º ano do ensino médio.

A ideia surgiu depois que o professor Jonathan quis ajudar os pescadores a não terem mais dores de coluna na hora de colherem o sururu, molusco bastante consumido no Nordeste. Os incômodos acontecem porque eles colhem o molusco mergulhando caixas de cerveja na água para lavá-los. Isso faz com que eles curvem as costas, gerando as dores.

Para modernizar esse trabalho de lavagem, os alunos do 1º ano do ensino médio do SESI de Maceió (AL) desenvolveram uma peneira na forma de um cilindro. O professor Jonathan adianta que pretende levar os alunos para outras lagoas da cidade, com o objetivo de compartilhar conhecimento com os pescadores e auxiliá-los no trabalho de lavagem dos sururus.

“A Suruneira é uma peneira cilíndrica, movida à manivela, que metade dela fica submersa na água da lagoa com o sururu dentro. E vai girando a manivela e vai limpando o sururu para resolver um problema de ergonomia. A ideia comum do meu grupo de alunos era que, finalizado o protótipo, a Suruneira seria entregue à Federação de Pesca de Alagoas (FEPEAL) para que junto do desenho técnico da Suruneira pudesse replicar da melhor forma possível atendendo aos lavadores de sururu. A gente quer que essa possibilidade chegue até as pessoas”, conta.

Suruneira sendo usada por pescadores de Maceió /  Foto: arquivo pessoal

Para o professor, outro aprendizado adquirido pelos alunos é “o gosto pelo pesquisar, querer saber e ter curiosidade. O entendimento de toda a parte acadêmica, de como se formata um documento, como se faz um relatório. Isso tudo vai fazer uma diferença imensa para eles”, avalia.

Ao centro, um pescador usa a técnica amadora de colher sururus com engradado de cerveja / Foto: arquivo pessoal

Para o gerente executivo do SESI, Sérgio Gotti, o encontro reforçou o objetivo da instituição quando o assunto é educação. “O que a gente observa é que a rede (SESI) está indo para um caminho muito interessante de trabalhar cada vez mais com essa parte de resolução de problemas com metodologias ativas. Os nossos alunos estão vindo num formato de aprender que se diferencia das demais redes”, analisa.

Ele ainda afirma que “isso facilita muito a compreensão, aproxima da realidade deles. E a sala de aula precisa se aproximar dele, porque a cada dia que passa, a escola vai ser menos interessante. E isso significa que os meninos estão aprendendo melhor e com mais qualidade".

STEAM

Além da apresentação das 20 melhores práticas pedagógicas de 2018 da rede SESI, os representantes dos Departamentos Regionais participaram de uma palestra sobre STEAM, uma metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos.

Sérgio Gotti acredita que os alunos precisam ser instigados a aprender. “Eu falo que uma boa escola não é aquela que dá boas respostas, mas aquela que faz boas perguntas”, complementa.

A edição deste ano do encontro contou com a presença de 23 Departamentos Regionais, contabilizando 68 pessoas, entre professores e coordenação pedagógica. Para conhecer o trabalho de ensino feito no SESI de Alagoas, acesse o site al.sesi.org.br.

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