
Por Camila Costa
O parque industrial de Rondônia será avaliado nos próximos meses. Isso porque foi dada a largada ao processo de avaliação de maturidade das empresas do estado. O objetivo é identificar a realidade e as necessidades de cada organização para facilitar a construção de um plano de ação rumo à transformação digital, a chamada indústria 4.0. O próximo passo é, em cima do que os questionários da avaliação revelarem, propor soluções que levem as indústrias a uma evolução tecnológica.
Todo esse trabalho será feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto Fraunhofer. No último dia 12, durante o lançamento do Desvendando a Indústria 4.0, um programa lançado pelo SENAI para apresentar os conceitos da indústria 4.0, empresários, acadêmicos, técnicos e pessoas ligadas ao assunto puderam conhecer um pouco mais do que é essa tal quarta revolução industrial.
O gerente do Centro de Tecnologia SENAI de Rondônia, Gideoni Oliveira, explica que a avaliação de maturidade é apenas uma das etapas de migração digital das empresas, que passarão também por treinamento de capital humano e, na sequência, por ações tecnológicas específicas. “Dentro dessa avaliação o ciclo vai mais ou menos nesse ritmo, uma linha do tempo, de otimização dos processos produtivos, seria um primeiro levantamento, como que está essa indústria em relação aos seus processos produtivos, pode parecer item básico, mas temos muitas empresas com gargalos no seu chão de fábrica, nos itens básicos. Depois vamos falar de mão de obra e, depois, vem no emprego de tecnologias. Muitas vezes as pessoas acham que é algo de difícil acesso, mas estamos focando em tecnologias mais acessíveis”, observa.
Um exemplo, aponta o gerente, é o uso da manufatura enxuta, com soluções tecnológicas simples e já existentes, como o uso de sensores no processo de produção. Algo capaz de otimizar os serviços das empresas, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade em até 30%. “Se por ventura as nossas indústrias não se atualizarem nesse cenário é fato que tendem a não ter a competitividade necessária em relação aos seus produtos e esse é um dos pontos que é indispensável para que possam se manter num curto espaço de tempo, podemos afirmar isso”, alerta Gideoni. Leia sobre o assunto aqui.
Estudo aponta necessidades
A Indústria 4.0 resulta da incorporação, em larga escala, de tecnologias digitais à produção industrial. Ela vem transformando a forma como se produz, com novos processos, produtos e modelos de negócios que há pouco tempo não era cogitado. Além disso, promete tornar os modelos convencionais de produção gradualmente ineficientes, o que força o setor produtivo a incorporar as novas tecnologias o quanto antes, como mostra o estudo da Confederação Nacional das Indústria (CNI), o Propostas para as eleições 2018 - Indústria 4.0 e Digitalização da Economia.
De acordo com o material, enviado aos candidatos à presidência da República como forma de estimular o debate nos próximos quatro anos, as principais nações industrializadas têm inserido o desenvolvimento da indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial para preservar e aumentar a competitividade dentro do setor produtivo. Especialistas garantem que os impactos irão muito além de ganhos de produtividade no chão de fábrica. Leia mais sobre o assunto aqui.