O objetivo da indústria 4.0 é tornar não apenas as fábricas, mas todo o processo industrial das empresas mais rápido, autônomo e eficiente. A ideia encontrar novas oportunidades e modelos de negócios a partir da automação da cadeia de produção. E em Goiás não é diferente. Apesar da resistência por parte das pequenas e médias empresas goianas em aderir às tecnologias da Indústria 4.0, já é possível observar resultados positivos em relação ao assunto na indústria local.
Na opinião do Gerente de Tecnologia e Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Goiás, Rolando Vargas Vallejos, a Indústria 4.0 torna o processo das empresas mais ágil e interligado.
“Todo este conceito ajuda e muito para que as indústrias sejam mais ágeis, colaborem entre si e a cadeias que eles têm, tanto de fornecedores, clientes, seja mais forte e muito mais rápido”.
O Especialista em Desenvolvimento Produtivo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Valdênio Araújo, defende a importância da adesão de novas tecnologias por parte das empresas.
“A gente precisa organizar em vários eixos. Então organizar a empresa, a cultura da empresa, trabalhar a empresa para ela ser mais digital é importante”.
Nesse contexto, propostas para o Brasil alcançar a Indústria 4.0 foram identificadas por meio do estudo Indústria 4.0 e Digitalização da Economia, realizado pela CNI e encaminhado aos candidatos à Presidência da República, em junho deste ano.
Medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de tecnologias digitais e desenvolver estratégias para a formação e qualificação profissional estão entre as sugestões da confederação.
Além disso, um estudo realizado pela CNI mostra que, dos 24 setores industriais brasileiros, 14 precisam adotar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem internacionalmente competitivos. Ainda de acordo com a entidade, o percentual de indústrias do país que utilizam pelo menos uma tecnologia digital passou de 63%, em 2016, para 73%, em 2018, mas quase 30% das empresas ainda não utilizam nenhuma dessas ferramentas.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes