Ciência & Tecnologia - undefined·28 de setembro de 2018

Indústria 4.0 pode facilitar relacionamento de empresas fluminenses com fornecedores e clientes

Por Agência do Rádio
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Pesquisa realizada pelo Projeto Indústria 2027, com 759 grandes e média empresas entre junho e novembro de 2017, mostra que 21,8% das indústrias projetam ter o processo produtivo totalmente digitalizado nos próximos 10 anos. Atualmente, apenas 1,6% das empresas ouvidas afirmou já operar com tecnologias disponíveis na Indústria 4.0.

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A Indústria 4.0 pode colaborar para a modernização das empresas nacionais, inclusive no Rio de Janeiro. Uma produção conectada e inteligente é fundamental para o desenvolvimento da indústria fluminense, que assim como no resto do país, precisa avançar na implantação dos métodos disponíveis na quarta revolução industrial.

De 24 setores da indústria analisados, 14 precisam adotar com urgência estratégias de digitalização

A quarta revolução industrial não altera o processo produtivo apenas no chão das fábricas. Ela também altera o relacionamento da indústria no âmbito externo. Para 77,5% das empresas que participaram da pesquisa, há probabilidade alta ou muito alta de as tecnologias digitais serem dominantes no relacionamento com os fornecedores. Para 71,4%, o mesmo acontecerá na relação das empresas com seus consumidores. Esse também é o pensamento do Gerente Executivo de Políticas Industrias da Confederação Nacional da Indústria (CNI), João Emílio Gonçalves.

“Permite a integração digital com clientes e com fornecedores. Se eu tenho uma integração digital da minha empresa com o meu cliente, eu consigo, por exemplo, monitorar em tempo real o estoque do meu cliente. E eu consigo automaticamente programar minha produção exatamente com o que está sendo vendido”, exemplifica.

A pesquisa também analisou o planejamento das empresas em relação a estudos e perspectivas para incorporar tecnologias digitais de última geração, como internet das coisas, inteligência artificial, armazenamento em nuvem, big data, entre outros. Apenas 15,1% delas têm projetos em execução. Quase a metade, 45,6%, realizavam estudos iniciais ou possuíam planos aprovados sem execução. Entre as empresas consultadas, 39,4% não tinham nenhuma ação prevista relacionada ao assunto.

O especialista em Desenvolvimento Produtivo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Valdênio Araújo, defende que colocar em prática as ferramentas da Indústria 4.0 colabora para que as empresas não fiquem ultrapassadas em relação ao processo de produção de suas concorrentes e mantenha o nível de competitividade elevado. “A ideia se você usar essa tecnologia para você ter novos patamares de produtividade. Obviamente que isso implica em competitividade em uma cadeia global, em um mercado global de bens de serviços”, defende.

Na opinião do professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Inovação, Tecnologia e Recursos, Antônio Isidro, as empresas precisam voltar suas atenções à Indústria 4.0 para não perder participação no mercado. “A gente tem percebido que empresas que ainda não fizeram processo de assimilação dessa nova mentalidade, nova maneira de se integrar aos mercados, vão precisar fazer isso com alguma rapidez, caso contrário vão perder participação no mercado”, defende.

De acordo com estudo realizado pela CNI, 24 setores industriais brasileiros, 14 precisam adotar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem internacionalmente competitivos. Ainda segundo a CNI, 48% das grandes empresas brasileiras pretendem investir em tecnologias 4.0, em 2018.

Priorizar políticas para a adoção das novas tecnologias e promover o desenvolvimento tecnológico no setor industrial são algumas das propostas encaminhadas pela CNI aos candidatos à Presidência da República. As sugestões foram definidas a partir do estudo Indústria 4.0 e Digitalização da Economia e estão no documento Propostas da Indústria para as Eleições.
 

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