O setor industrial catarinense é responsável por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. E as fábricas e empresas já começaram a aderir à nova onda de transformações tecnológicas, a chamada quarta revolução industrial. Utilização de sensores e atuadores, robótica avançada, internet das coisas, sistemas de simulação e computação em nuvem são exemplos das novidades tecnológicas que marcam a Indústria 4.0.
O diretor Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Jefferson de Oliveira Gomes, explica que o avanço já está em curso no estado..
“Dentro desse nosso setor industrial, o que acontece é que com a Indústria 4.0, o que a gente mais caracteriza nesse mundo de Santa Catarina como Indústria 4.0 é uma possibilidade de conectar equipamentos já preexistentes dentro de um processo para que a fábrica tenha melhor capacidade para tomar decisões.”
Para o especialista em Desenvolvimento Produtivo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Valdênio Araújo, é necessário implantar com rapidez os novos recursos tecnológicos na cadeia de produção das empresas.
“Existe uma agenda conceitual em toda a indústria, já existe esse debate da necessidade de migrar, fazer uma ligação, uma transformação na jornada digital para que a gente coloque essa indústria gradativamente no que a gente chama de conceito da indústria 4.0.”
Com o intuito de ajudar o Brasil a colocar em prática os avanços tecnológicos da Indústria 4.0, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou uma série de propostas aos candidatos à presidência da República voltadas para o desenvolvimento da indústria nacional, entre elas está o incentivo à quarta revolução industrial. As propostas fazem parte do documento Propostas da Indústria para as Eleições.
Segundo a CNI, 48% das grandes empresas brasileiras pretendem investir em tecnologias 4.0, em 2018. Até 2025, os processos relacionados à Indústria 4.0 poderão reduzir custos de manutenção de equipamentos entre 10% e 40%, reduzir o consumo de energia entre 10% e 20% e aumentar a eficiência do trabalho entre 10% e 25%.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes