O SENAI lançou o Programa Mato Grosso Mais Produtivo, para dar condições às empresas de implementarem soluções básicas de manufatura enxuta. Esse é o primeiro passo para a incorporação das novas tecnologias ligadas à Indústria 4.0.
Só neste mês, cinco eventos em cinco cidades diferentes do estado foram realizados para divulgar os conceitos desta que é considerada a quarta revolução industrial e os caminhos para a incorporação das novas tecnologias nos processos fabris das empresas.
O gerente regional de Tecnologia e Inovação do SENAI no Mato Grosso, Valdir Pereira de Sousa Junior, conta que muitas empresas têm corrido atrás de saber como começar as mudanças tecnológicas.
“Acreditamos que em breve muitas empresas estarão se conectando à nuvem, utilizando processos de prototipação avançada, fazendo uso da internet das coisas; situações que atualmente para elas é algo muito distante, mas que com as ferramentas e soluções que o SENAI está trazendo vai facilitar e muito para elas isso.”
Para algumas, esse processo já começou. Duas empresas de pequeno porte já conseguiram migrar os processos de controle da produção. Em uma delas, a produção de bebidas passou a ser controlada por sensores, que conseguem mostrar na tela do telefone ou do computador, o que entra, o que sai e se existe alguma falha no processo.
Valdir Pereira de Sousa Junior ressalta ainda que, se for preciso, os gestores conseguem ajustar imediatamente o problema.
“São processos bem manuais, pouco automatizados, pouco trabalhado no aspecto da automatização desse fluxo de processos, e que conseguimos definir locais específicos onde poderia fazer essa medição. Isso traz um ganho grande porque a empresa, na verdade, investiu muito pouco nesse processo. A solução que trazemos para eles são soluções que exigem um baixíssimo investimento de produtos tipo hardware e software. Com esse baixo investimento já conseguem tirar resultados bem expressivos.”
O SENAI tem oferecido no estado e no país diversos cursos ligados à temática da indústria 4.0 para que as empresas possam se preparar e preparar os funcionários para essas novas necessidades.
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem o desafio de implantar as tecnologias digitais com rapidez para ser mais competitivo. Uma das principais recomendações da Indústria é que o governo priorize políticas para difundir e incentivar a adoção dessas tecnologias. A orientação está no estudo intitulado “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia”, que faz parte de uma série de propostas do setor encaminha aos presidenciáveis.
Reportagem, Camila Costa