Economia - undefined·29 de setembro de 2017

Índice usado como referência para reajuste de contratos reflete na queda do preço do aluguel, afirma especialista

<p>Ainda de acordo com o balan&ccedil;o da FGV, o setor que mais impulsionou a alta do IGP-M foi o de Habita&ccedil;&atilde;o.</p>

Por Agência do Rádio
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Após subir 0,10% no mês passado, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) manteve a aceleração e registrou alta de 0,47%, em setembro. A informação foi dada nesta quinta-feira (28) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro da expectativa de algumas instituições que medem o indicador mensalmente.

O IGP-M é utilizado como referência para reajuste de contratos da área financeira, como o de aluguel de imóveis, por exemplo. E na avaliação do vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo, Eduardo Araújo, a marca alcançada este mês é uma boa notícia para o consumidor.

"Esse índice acumula uma queda em 12 meses de menos 1,45%. O que isso significa? Para tornar isso mais concreto, aquela pessoa que tem um contrato no valor de R$ 1.500, a partir do mês de outubro, essa pessoa passa a ter um contrato de aluguel no valor de R$ 1.478 em função dessa queda acumulada nesse índice nos últimos 12 meses."

Ainda de acordo com o balanço da FGV, o setor que mais impulsionou a alta do IGP-M foi o de Habitação. No entanto, Eduardo Araújo faz uma ressalva e orienta a população a ficar atenta quando forem registrados esses bons resultados.

“Muitas pessoas desconhecem essa possibilidade de ter que reajustar o contrato de aluguel para um valor menor. Mas isso é um direito do consumidor. Para que tem um contrato vencendo ou que venceu no mês passado, é importante se atentar para essa janela de oportunidade e poder fazer uma alteração do preço do contrato e dessa forma ter uma economia.”

O IGP-M é composto por três indicadores: o Índice de preço por atacado (IPA-M), que voltou a subir 0,74% em setembro; o Índice de Preço ao Consumidor (IPC-M), que apresentou queda de 0,09% e o Índice Oficial de Custo da Construção Civil (INCC-M), que caiu para 0,14% este mês.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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