De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, no Brasil, foram registrados 27,07 acidentes a cada mil trabalhadores, em 2007. O número caiu para 18,39 para o mesmo número de trabalhadores em 2015, o que significa uma redução de mais de 32%. No Piauí, em 2013, foram registrados 12,99 acidentes do trabalho a cada mil vínculos empregatícios. Em 2015, o índice passou para 10,83. A redução observada foi superior a 16%.
Segundo o Diretor de Qualidade de Vida do Serviço Social da Indústria (SESI) do Piauí, Marcos Siqueira, as empresas do estado devem tratar a questão de saúde e segurança no trabalho como um investimento, e não como gasto.
“Os departamentos regionais, o SESI, o SENAI, têm buscado primeiro um trabalho muito forte junto ao empresariado, ao industrial, que ele passe a enxergar o trabalhador e as ações voltadas para à saúde e segurança desse trabalhador não como um custo operacional. Deve, obrigatoriamente, ser visto como um investimento”.
O Diretor da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Gualter Maia, ressalta a importância das empresas se atentarem às condições físicas e psicológicas de seus colaboradores.
“Se houver algum tipo de ação das empresas no sentido de fazer com que a saúde desses seus colaboradores possa melhorar a cada dia, contribuir para que ele possa ter não só uma saúde física, mas também uma condição mental de excelência, de boa qualidade. Isso vai contribuir para a empresa”.
A CNI, em estudo que contém propostas para os candidatos à presidência da República, defende que são necessárias reformas na Previdência, que vão além da alteração da idade mínima e das regras de acesso à aposentadoria.
Segundo a CNI, há uma importante agenda, associada à reformulação da gestão do sistema de concessão de benefícios previdenciários e acidentários de normas previdenciárias e de segurança e saúde no trabalho.
Para a entidade, é necessário realizar uma reforma de temas de segurança e saúde no trabalho e sistema de concessão de benefícios para estimular a prevenção de agravos e de afastamentos do trabalho, e criar condições para o retorno das pessoas a uma vida profissional plena.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes