Política - undefined·08 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT: Dilma Rousseff defende que recesso parlamentar seja cancelado

<p><i>Para a presidente, momento de crise e a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica do pa&iacute;s, exigem que o Congresso continue trabalhando</i></p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira, o cancelamento do recesso parlamentar para que a situação política do país, com a abertura de processo de impeachment contra ela, seja resolvida o mais rápido possível. De acordo com Dilma, o momento de crise e a situação política e econômica, exigem que o Congresso continue trabalhando.
SONORA: Dilma Rousseff, Presidente da República
“Eu não só prefiro que não haja recesso, como acho que não deve haver recesso. Porque nós vivemos um momento em que nós não podemos nos dar o direito de parar o País até o dia 2 de fevereiro. Não é correto o país ficar esperando, em compasso de espera, até o dia 2 de fevereiro. Eu pelo menos, essa é a minha opinião.”
REPÓRTER: A presidente disse que vai conversar, sobre o assunto, com o presidente do Congresso Nacional, Senador Renan Calheiros do PMDB de Alagoas. A própria Dilma também pode convocar o parlamento extraordinariamente, no entanto, neste caso, a decisão pela suspensão do recesso precisa ser referendada pela maioria dos parlamentares das duas Casas, ou seja, por ao menos 257 dos 513 deputados e 41 dos 81 senadores.
SONORA: Dilma Rousseff, Presidente da República
“O Congresso pode ser convocado por mim, pelo presidente da Câmara e pelo presidente do Senado. Eu vou conversar com o presidente do senado para ver como as coisas podem se dar.”
REPÓRTER: Na Câmara dos Deputados, o presidente da casa, Eduardo Cunha, do PMDB carioca, adiou para esta terça-feira, dia 8, a criação da Comissão Especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma.
Cunha informou que os partidos de oposição e independentes decidiram lançar uma chapa avulsa para compor o colegiado que vai analisar o pedido de afastamento de Dilma. Por isso, segundo, o peemedebista, não haveria tempo hábil para atender a todos os requisitos da eleição. O prazo para a inscrição dos nomes que vão compor as chapas foi ampliado até as duas horas da tarde desta terça, quando começa a sessão.
Reportagem, João Paulo Machado
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