Educação - undefined·07 de setembro de 2018

Ideb pode refletir realidade do desemprego entre jovens do DF

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Estagna&ccedil;&atilde;o da qualidade do ensino m&eacute;dio e falta de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional colocam jovens da Capital Federal entre os mais desempregados do pa&iacute;s</font></em></p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:03:19

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

A Educação Básica regular no Distrito Federal se destacou negativamente no ano passado, de acordo com números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, divulgado pelo MEC recentemente. Além disso, a taxa de desemprego entre os jovens do DF de até 24 anos é uma das mais altas do país. E os motivos podem ser a falta de preparação dos estudantes para o mercado de trabalho.

O Ensino Médio da rede pública não conseguiu atingir a nota mínima de 4,4, estipulada pelo governo Federal para o Ideb. E os jovens estão saindo da escola sem qualificação para preencher vagas no mercado de trabalho.

Para especialistas, uma das soluções para o desemprego entre os jovens seria a promoção das profissões nas salas de aula do ensino regular do DF, como provê a Base Curricular do Ensino Médio, que está em análise no Ministério da Educação.

Para o professor da Universidade de Brasília (UnB), Newton Marques, os governos Federal e Distrital precisam garantir que os recursos destinados para a educação sejam, de fato, empregados totalmente na rede de ensino. Ele reforça que o ensino regular do DF tem como prática preparar o aluno apenas para o Ensino Superior e não prioriza as profissões técnicas. Para Newton Marques, isso contribui para o desemprego entre a população jovem local.

“Todo mundo quer fazer curso superior. Só que não tem emprego para esse pessoal e tem emprego para quem é do nível médio. Então, a gente poderia dar prioridade para esse nível técnico especializado porque isso é bom para o desenvolvimento e é bom também, para justamente, que esses jovens, que pensam somente no bacharelado, eles tenham oportunidade maior.”

Pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016, mostra que 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas.

O Gerente Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional das Indústrias, Márcio Guerra, sugere que a atual Educação Básica regular seja reestruturada para contemplar a formação profissional dos estudantes. Ele conta que a formação técnica é a forma mais rápida para o jovem entrar no mercado de trabalho.

“Há de se considerar que essa educação, colocada hoje, que felizmente passa agora por uma possibilidade de reforma, ainda é muito pouco conectada com a realidade, ou seja, com as situações, problemas reais do mercado de trabalho. A educação profissional tem um papel fundamental, não só para jovens, mas para todo aquele cidadão que quer ingressar no mercado de trabalho, ela pode ser considerada um caminho mais curto.”

Entre as 27 unidades da Federação, o índice do IDEB para o Ensino Médio das redes públicas estaduais ficou estagnado, em comparação com os números de 2009, 2015 e 2017.

O desemprego entre jovens de até 17 anos é de quase 60 por cento, no Distrito Federal, e de quase 30 por cento, entre as pessoas de até 24 anos, de acordo com o IBGE.

Reportagem, Cristiano Carlos

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page