Saúde - undefined·31 de março de 2015

HEPATITE C: Anvisa libera registro de medicamento inovador contra a doença

<p><span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18.3999996185303px; text-align: justify;">O sofosbuvir &eacute; o terceiro medicamento aprovado pela Anvisa em 2015 para o tratamento da doen&ccedil;a. &nbsp;O primeiro foi o daclatasvir, aprovado em janeiro e o segundo foi o simeprevir, registrado em mar&ccedil;o</span></p>

Por Agência do Rádio
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REPORTER: A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta segunda-feira o registro do novo  medicamento para o tratamento da hepatite C crônica, conhecido como sofosbuvir. Esse é o terceiro medicamento aprovado pela Anvisa em 2015 para o tratamento da doença.  O primeiro foi o daclatasvir, aprovado em janeiro e o segundo foi o simeprevir, registrado em março. Juntos, esses três remédios compõem um novo e eficiente tratamento para a hepatite C disponível no mundo, com um percentual de cura de cerca de 90%. A expectativa do diretor do Departamento de DST, aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, é que os medicamentos sejam disponibilizados no Sistema Único de Saúde até o final deste ano:

SONORA: diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Fábio Mesquita

“Uma grande vitória nesse campo de controlar a hepatite C no Brasil, primeiro porque a taxa de cura era uma taxa baixa. Toda questão de que a gente agora está curando 90% das pessoas já é um diferencial bastante importante, tão importante quanto isso é o fato de que o medicamento agora não precisa mais ser feito de maneira injetável; a pessoa ia ao serviço de saúde semanalmente pra fazer a injeção, ela pode tomar o medicamento oral em casa.”   

REPÓRTER: Além do aumento do percentual de cura e da forma oral, o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, destaca as reduções dos efeitos colaterais e do período do tratamento com os novos remédios para hepatite C crônica: 

SONORA: diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Fábio Mesquita

“Os efeitos eram diversos, tinha desde a questão da injeção periódica que podia causar uma série de problemas, era muito comum anemia muito grave, alguns dos medicamentos antivirais ainda tinham outros efeitos, por exemplo, pro próprio fígado e até pro rim e, nesse momento, esses medicamentos novos os efeitos colaterais praticamente desapareceram. Tinha tratamento que durava mais de dois anos e hoje a gente está falando exatamente de um tratamento de 90 dias, dependendo do caso, um pouquinho mais.”      

REPÓRTER: De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de um milhão e setecentas mil pessoas estão infectadas pelo vírus da hepatite C . O Brasil é um dos poucos em desenvolvimento no mundo que oferecem prevenção, diagnóstico e tratamento universal para as hepatites virais em sistemas públicos e gratuitos de saúde.

Reportagem, Ana Cláudia Amorim

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