Apesar de São Paulo ter registrado, no ano passado, o segundo maior percentual de cura da Tuberculose entre os estados, com 81,6% dos casos, estando atrás apenas do Acre, a luta continua. A incidência da doença no estado é de aproximadamente 40 a cada 100 mil habitantes, número acima da média nacional de 33,5. Só em Guarulhos, foram registrados cerca de 500 casos de Tuberculose, em 2017. No Brasil, foram aproximadamente 70 mil novos casos da doença. E o mais perigoso é que, em média, mais de 13 mil desses pacientes interromperam o tratamento antes do final. A coordenadora do Programa de Tuberculose de Guarulhos, NoemíTomoko, alerta que, mesmo com a melhora dos sintomas da doença, logo nos primeiros meses de tratamento, os pacientes não devem abandona-lo antes de concluí-lo.
“O tratamento dura seis meses e alguns bacilos são persistentes. Então, os dois primeiros meses a gente chama de fase de ataque, que são quatro drogas pra tentar eliminar. E, nos outros quatro meses, são duas drogas pra eliminar o restante dos bacilos. Porque sempre ficam bacilos remanescentes. E aí, se a gente não completa os outros quatro meses de tratamento, o que acontece? Existe uma chance grande de, depois de alguns meses, o paciente voltar a ter a doença.”
E o mais grave é que, quando a doença voltar, a medicação inicial já não terá mais efeito e, por isso, o tratamento será com drogas mais fortes e por um período maior. O aposentado Waldir Inácio, de 68 anos, é morador de Guarulhos e conta que está fazendo o tratamento da doença. Tudo começou quando ele sentiu muito cansaço durante suas caminhadas. Consultou um cardiologista, mas, com o coração, estava tudo bem. Quando foi avaliado por um pneumologista descobriu que estava com água no pulmão. Waldir chegou a ser internado duas vezes para a retirada do líquido. Feito isso, foi fazer uma nova radiografia na unidade de saúde, para verificar como estava o pulmão. E o resultado foi esse.
“O médico pneumologista, doutor Paulo, me falou que ainda tinha um restinho de água e que estava com uma bactéria que eu ganhei lá no hospital. A bactéria seria uma Tuberculose pleural. Não seria contagiosa. Eu tinha que tratar durante seis meses.”
A Tuberculose pleural é uma infecção da bactéria da Tuberculose na pleura, que é uma fina película que reveste os pulmões. Waldir conta que já está quase finalizando o tratamento e já se sente bem melhor, mas mesmo assim ele sabe a importância de não parar o tratamento antes da conclusão. Faça como ele. Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações acesse saude.gov.br/tuberculose.
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