A cidade de Guaíra registra queda nos casos de Dengue, em 2017. Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde, Júlio César Juvenal, a região se encontra controlada em relação ao mosquito transmissor da doença. A última epidemia foi registrada nos anos de 2014 e 2015. Mesmo assim, ainda existe a preocupação para que o mosquito não volte com força para Guaíra. Agentes de Vigilância realizam fiscalizações em imóveis, a cada dois meses, para prevenir e orientar moradores com relação aos cuidados com o mosquito. Júlio César diz que lixos recicláveis e pratos de plantas são problemas para a cidade. Ele comenta que a secretaria tenta conscientizar a população para reduzir ainda mais o número de casos.
“Nós estamos lançando uma campanha aqui em Guaíra, que ‘o mosquito que mata não pode nascer’. Então, se você averiguar essa frase aí, já diz tudo, né? Esse mosquito transmite doenças que podem levar a óbito. E a forma que nós temos para não termos essa doença é não deixar ele nascer, ou seja, não deixar ter criadouros nas nossas casas, não deixar ter água parada. Então nós estamos batendo nessa tecla, tentar mobilizar, comover a população referente aos danos causados por essas doenças.”
Há um ano e meio, a nutricionista Flávia Dutra, de 30 anos, contraiu Dengue. Ela conta que ficou muito indisposta, com dores na cabeça e no corpo. Por conta da patologia, ela ficou afastada do trabalho por dez dias. Flávia é casada, tem dois filhos e diz que a preocupação foi de que as crianças também pudessem contrair a Dengue. A nutricionista conta que as ações em conjunto nas escolas com as crianças são fundamentais. Apesar do susto, agora ela diz que ganhou dois vigilantes mirins em casa.
“Eu sempre oriento as crianças, né? O que eu falo aqui em casa é que as crianças, eu acredito que é um dos fatores que vao mais influenciar na questão da Dengue. Porque se tem uma palestra na escola, eles chegam em casa, já querem procurar onde tem foco, ou se vê casa abandonada já fala: ‘Olha, mãe, será que não tem nada aí?’. Então, porque, às vezes, um copinho de alguma coisa jogada em um terreno não precisa ser uma piscina, qualquer coisa que junte água pode proliferar o mosquito, né?”
Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Se tiver alguns sintomas como, por exemplo, febre alta, dores de cabeça e nos olhos, procure uma Unidade Básica de Saúde. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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