Saúde - undefined·29 de agosto de 2018

Grupo de empresas liderado pela CNI propõe novo modelo de gestão dos planos de saúde

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Ind&uacute;strias defendem modelo pautado em resultados e na valoriza&ccedil;&atilde;o dos atendimentos</font></em></p>

Por Agência do Rádio
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A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, está propondo mudanças no modelo de gestão dos planos de saúde no país.

Um grupo de empresas lideradas pela CNI está trabalhando com objetivo de tornar um conjunto de propostas em normas, que podem melhorar o atendimento para quem usa os benefícios e aliviar as contas para quem paga pelos planos de saúde.

De acordo com a confederação, os custos com planos de saúde coletivos, aqueles oferecidos pelas empresas aos funcionários, podem corresponder até 15 por cento do valor gasto com as folhas de pagamento dos empregados.

O gerente Executivo de Saúde e Segurança da Indústria, do Serviço Social da Indústria, do SESI, Emmanuel Lacerda, explica que o plano de saúde oferecido pelas empresas é um benefício e não poderia ser um fator negativo nas contas do setor produtivo.

“Os planos de saúde entraram como políticas de recursos humanos nas empresas, de atração de talentos. E, de fato, todas as pesquisas de RH apontam que esse é o benefício mais valorizado pelos trabalhadores. Quando esses custos passam a ser relevantes, do ponto de vista de peso, nas folhas de pagamentos, começa a se notar que tem alguma coisa errada”.

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Entre os países que fazem parte da Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico, o Brasil é o campeão na realização de exames de ressonância magnética.

Em 2013, 132 ressonâncias foram pedidas para cada grupo de mil beneficiários de planos de saúde no país. Nos demais países da OCDE, a média registrada foi de 52 exames de ressonância magnética para cada grupo de mil beneficiários.

A ideia principal proposta pelo grupo de empresas liderado pela CNI, que responde por mais de um milhão e meio de trabalhadores beneficiários de planos de saúde coletivos, é que o modelo pudesse privilegiar a qualidade e a performance dos serviços prestados pelos planos, diferentemente da forma usada hoje que é pautada por exageros, como lembra Emmanuel Lacerda.

“Um dos pontos que é muita preocupação das empresas é a questão do desperdício. O Brasil, hoje no mundo, apresenta taxas de utilização de exames de ressonância magnética, per capita, maiores do mundo. Existe a demanda real, mas existe também uma demanda, disso aí, que não justifica essa utilização per capita. Utilizar o plano de saúde, financiar esse sistema não, necessariamente, está representando saúde”.

Entre 2008 e 2016, o aumento dos custos médico hospitalares no país foi de quase 238% no país. Os dados são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

Reportagem, Cristiano Carlos

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