Brasil - undefined·17 de abril de 2018

Governo Temer tem 70% de reprovação entre os brasileiros, aponta Datafolha

<p>Segundo a Folha de S.Paulo, que divulgou a pesquisa em seu site, a nota m&eacute;dia atribu&iacute;da ao governo foi 2,7, em uma escala de zero a dez</p>

Por Agência do Rádio
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Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta terça-feira (17) mostra que a impopularidade do presidente Michel Temer ainda é grande entre os brasileiros. Segundo a Folha de S.Paulo, 70% da população reprova o governo do emedebista. 23% acha a gestão regular, e apenas 6% a classifica como ótimo ou boa.

Ainda segundo o jornal, a nota média atribuída ao governo, em uma escala de zero a dez, foi 2,7. Outro dado que chama a atenção é que 41% dos entrevistados deram nota zero, enquanto somente 2% atribuíram nota dez à gestão de Temer.

O índice é o mesmo registrado no levantamento anterior, de janeiro, e corresponde à soma dos que classificam o governo como "ruim" ou "péssimo". Para chegar ao resultado, o Datafolha ouviu 4.194 pessoas em 227 municípios entre 11 e 13 de abril.

Outro levantamento feito pelo Datafolha aponta que a maior parte dos brasileiros defende que um condenado pela Justiça deve cumprir pena após decisão de segunda instância, antes de terminarem todos os recursos, o chamado trânsito em julgado.

Segundo a pesquisa divulgada também nesta terça-feira, 57% dos brasileiros apoiam a antecipação da prisão, enquanto 36% afirmam que o mais justo é esperar a passagem do processo por todas as instâncias judiciais.

O tema tem sido amplamente discutido por conta do caso do ex-presidente Lula, preso no início do mês por determinação do juiz Sérgio Moro. A defesa do petista, condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, entrou no Supremo Tribunal Federal com um pedido de habeas corpus. O argumento é de que a decisão poderia ser revertida no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou na própria Corte Suprema.

A maioria dos ministros do STF, porém, rejeitou o pedido na sessão do último dia 4, e manteve o entendimento de que a prisão pode ocorrer já nessa fase, seguindo consenso estabelecido pelos magistrados em 2016.

Reportagem, Tácido Rodrigues
 

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