Economia - undefined·22 de julho de 2019

Governo federal anuncia bloqueio de R$ 1,44 bilhão em gastos no orçamento

Segundo especialista, a decisão tomada pelo governo foi assertiva

Por Cintia Moreira
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O Ministério da Economia divulgou, nesta segunda-feira (22/7), que vai bloquear mais de R$ 1,44 bilhão de verbas do Poder Executivo. De acordo com a pasta, o intuito é tentar atingir a meta de um déficit primário, que são as despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública, de até R$ 139 bilhões fixada para 2019.

O professor da FGV EBAPE, Istvan Kasznar, conta que há cerca de dez dias, o governo reduziu de 1,6% para 0,8% a projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). Por isso, a diminuição do crescimento impacta a arrecadação porque a desaceleração econômica reduz o pagamento de impostos em relação ao originalmente planejado.

“Na medida em que o Produto Interno Bruto - a produção total do país – está diminuindo e apresentando um ritmo muito fraco, o Banco Central, o IBGE, estão realizando os indicadores do Produto Interno Bruto e mostrando que ele mal crescerá mais do que 0,8% este ano, isto também impacta na arrecadação de receitas federais. E aí então, evidentemente, como que um vagão puxando o outro, também deverá haver redução de gastos, corte de despesas”, afirmou.

Segundo o professor, a decisão tomada pelo governo foi assertiva.

“Este governo está buscando sinalizar as claras de que ele não vai ter piedade em relação a necessidade de fazer cortes. Isso é bom, não é negativo. É doloroso. Mas em que sentido é bom? É bom no sentido de que ele não vai querer criar então emissão monetária, não influenciará a economia, não criará ilusões. Está dizendo: pago com o que tenho, não pagarei com o que não puder”, disse.

Em março deste ano, o governo havia criado uma reserva de emergência de R$ 5,37 bilhões para evitar novos contingenciamentos. Já no fim de maio, o governo usou parte dessas reservas para evitar um contingenciamento e liberar recursos para os ministérios da Educação e do Meio Ambiente. Agora, o governo queimou mais R$ 809 milhões da reserva, zerando o colchão de emergência.

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Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.

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